LIDERANÇA NACIONAL

MT abate 1,81 milhão de bovinos e coloca 494 mil toneladas de carne no mercado em três meses

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MT abate 1,81 milhão de bovinos e coloca 494 mil toneladas de carne no mercado em três meses

JB News

Por Nayara Cristina

Mato Grosso abateu 1,81 milhão de bovinos entre abril e junho de 2026 e manteve a liderança nacional da atividade, respondendo sozinho por aproximadamente 17% dos animais processados no Brasil durante o segundo trimestre do ano.

Os dados integram as pesquisas trimestrais da produção animal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, além de manter o maior volume de abates do país, Mato Grosso ampliou a quantidade de carne produzida pelos frigoríficos.

O peso total das carcaças bovinas chegou a 494,2 mil toneladas no período de três meses. No segundo trimestre de 2025, haviam sido registradas 470,5 mil toneladas.

São aproximadamente 23,7 mil toneladas adicionais em um ano, avanço de cerca de 5% na quantidade de carne resultante dos abates.

Também houve crescimento no número de animais processados. Mato Grosso passou de 1,78 milhão de bovinos abatidos entre abril e junho de 2025 para 1,81 milhão no mesmo período deste ano, acréscimo aproximado de 30 mil cabeças.

A composição dos abates revela uma mudança mais expressiva entre os animais machos adultos. Foram abatidos 851,9 mil bois no segundo trimestre de 2026, ante 773,1 mil no mesmo intervalo do ano passado.

O crescimento nessa categoria foi de aproximadamente 78,8 mil animais, equivalente a pouco mais de 10% em um ano.

Além dos bois, os frigoríficos mato-grossenses processaram 480,6 mil novilhas, 421,2 mil vacas e 57,7 mil novilhos entre abril e junho.

O resultado mantém Mato Grosso em posição central na cadeia nacional da carne bovina. De cada 100 bovinos abatidos oficialmente no país durante o período, aproximadamente 17 passaram por estabelecimentos localizados no estado.

A movimentação maior dos frigoríficos também produziu reflexos em outro segmento da cadeia pecuária: a indústria do couro.

Os curtumes instalados em Mato Grosso registraram acréscimo de aproximadamente 226 mil peças de couro cru bovino na comparação com o segundo trimestre de 2025. Foi o maior aumento absoluto registrado entre as unidades da Federação pesquisadas.

O avanço mato-grossense superou o observado em Goiás, onde o aumento ficou próximo de 126 mil peças, e em Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 47 mil peças adicionais.

No volume nacional adquirido pelos curtumes, Goiás permaneceu na primeira colocação, com 19% do mercado. Mato Grosso apareceu praticamente empatado, com participação de 18,8%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 13,1%.

Os dados mostram que o peso da pecuária mato-grossense vai além do rebanho existente nas propriedades rurais. O volume de animais efetivamente processados movimenta frigoríficos, transportadoras, curtumes e diferentes atividades associadas à cadeia da proteína animal.

Outros segmentos da produção animal também movimentaram volumes elevados no estado durante o trimestre. Mato Grosso registrou abate de 665,9 mil suínos, que resultaram em 63,8 mil toneladas de carcaças.

Embora o número de suínos tenha ficado ligeiramente abaixo das 668,9 mil cabeças registradas no segundo trimestre de 2025, o peso produzido aumentou, indicando maior quantidade média de carne por animal processado.

Na avicultura, foram abatidos 51,05 milhões de frangos entre abril e junho. O volume ficou próximo dos 51,37 milhões registrados um ano antes, enquanto o peso das carcaças avançou de 108,9 mil para 111,6 mil toneladas.

A produção estadual de ovos alcançou 71,37 milhões de dúzias no trimestre, contra 72,42 milhões no mesmo período de 2025. O plantel médio foi de aproximadamente 12,59 milhões de galinhas poedeiras.

Mesmo com oscilações nos demais segmentos, os números do IBGE confirmam a bovinocultura como um dos principais destaques da produção animal mato-grossense. Em apenas três meses, os frigoríficos do estado processaram 1,81 milhão de animais e produziram quase meio milhão de toneladas de carcaças bovinas, mantendo Mato Grosso na liderança nacional do abate.