AEROPORTO DE R$ 26,9 MILHÕES
JBNews
Por Nayara Cristina
Empreendimento será implantado na região do Assentamento Bojuí; aprovação técnica representa avanço administrativo, mas obras ainda dependem das próximas etapas de contratação
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra) aprovou o projeto de implantação de um novo aeroporto no município de Diamantino, localizado a aproximadamente 180 quilômetros de Cuiabá. O empreendimento está orçado em R$ 26.954.919,83 e deverá ser implantado na região do Assentamento Bojuí.
A aprovação foi formalizada por meio do Termo nº 002/2026/SUDEM/SALOC, assinado em 16 de outubro de 2026 e publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 20 de outubro.
O documento confirma a aprovação técnica do projeto de implantação do aeroporto e do respectivo Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo, instrumento utilizado para estabelecer parâmetros relacionados à segurança operacional e às restrições aplicáveis ao espaço aéreo e às áreas próximas da estrutura aeroportuária.
O projeto foi elaborado pelo Consórcio PACS-ENAR, inscrito no CNPJ nº 63.010.134/0001-03.
O orçamento aprovado, de R$ 26,95 milhões, foi apresentado na modalidade sem desoneração, critério utilizado na composição dos custos de obras e serviços de engenharia.
A aprovação representa um avanço na preparação do empreendimento, mas ainda não significa que o aeroporto esteja contratado ou que as obras tenham autorização para começar.
Para a execução efetiva, será necessário observar as etapas administrativas posteriores, incluindo a definição da forma de contratação, a disponibilidade de recursos e as exigências técnicas e regulatórias aplicáveis.
O novo aeroporto é um projeto de infraestrutura com potencial para ampliar a conectividade aérea de Diamantino e de municípios próximos.
Localizado em uma região de forte atividade agropecuária, Diamantino possui importância econômica ligada à produção agrícola, à pecuária, ao comércio e à prestação de serviços.
Uma estrutura aeroportuária adequada poderá contribuir para ampliar as opções de deslocamento de empresários, profissionais, prestadores de serviços e outros usuários que necessitam de transporte aéreo.
A implantação também poderá favorecer operações vinculadas à aviação geral, desde que essas atividades estejam contempladas no projeto e sejam autorizadas pelos órgãos competentes.
A existência de um aeroporto, entretanto, não significa automaticamente a oferta de voos comerciais regulares.
A operação de linhas aéreas depende de fatores como demanda, interesse das companhias, infraestrutura instalada, certificações e demais requisitos regulatórios.
O documento de aprovação também não especifica, no resumo do ato, a extensão prevista da pista, as dimensões do pátio de aeronaves, a capacidade operacional ou a classificação pretendida para o empreendimento.
Essas características serão importantes para avaliar quais tipos de aeronaves poderão utilizar a estrutura e quais serviços poderão ser oferecidos.
Outro ponto relevante é o Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo, cuja aprovação integra a preparação técnica do projeto.
Esse instrumento estabelece superfícies e parâmetros de proteção relacionados às operações aéreas, considerando a necessidade de preservar condições de segurança nas aproximações, decolagens e demais movimentos das aeronaves.
As limitações definidas podem ter repercussões sobre a ocupação do solo e a altura de edificações e estruturas situadas nas áreas abrangidas pelas regras de proteção.
A implantação de um novo aeroporto também depende de planejamento territorial e de compatibilidade com as exigências ambientais e urbanísticas aplicáveis ao local escolhido.
No caso de Diamantino, a localização prevista no Assentamento Bojuí deverá ser considerada nas etapas de planejamento e implantação do empreendimento.
O termo publicado não apresenta uma data para abertura de licitação, assinatura do contrato de construção ou emissão da ordem de serviço.
Também não informa o prazo estimado de execução da obra nem a data prevista para o início da operação aeroportuária.
O valor de R$ 26.954.919,83 corresponde ao orçamento do projeto aprovado e não representa desembolso já realizado ou contrato de construção concluído.
A distinção é importante porque a aprovação técnica é uma etapa anterior à execução física da infraestrutura.
Nos próximos procedimentos, a administração estadual deverá observar a disponibilidade orçamentária e os requisitos aplicáveis para viabilizar a contratação.
Além da infraestrutura propriamente dita, a futura operacionalização do aeroporto dependerá do atendimento às normas de segurança e das autorizações necessárias.
Para Diamantino, o empreendimento representa a possibilidade de ampliar a infraestrutura de transportes e melhorar a integração regional por via aérea.
O impacto concreto, entretanto, dependerá das características da estrutura que será implantada, dos serviços autorizados e da utilização efetiva do aeroporto após sua conclusão.
Com a publicação do Termo de Aprovação nº 002/2026/SUDEM/SALOC, a Sinfra conclui uma etapa técnica importante para o projeto orçado em quase R$ 27 milhões.
A próxima fase deverá esclarecer como o empreendimento será contratado, qual será a fonte dos recursos, quando a construção poderá começar e quais condições de operação estão previstas para o novo aeroporto de Diamantino.