Fiscalização digital amplia a importância da organização fiscal e da transparência nas empresas, orienta contador

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Fiscalização digital amplia a importância da organização fiscal e da transparência nas empresas, orienta contador

JBNews

Por

Natany Gomes

A digitalização da fiscalização tributária ampliou o cruzamento de informações financeiras e fiscais, tornando ainda mais importante manter a documentação das empresas organizada. Divergências entre faturamento, movimentações bancárias, notas fiscais e declarações podem levar a notificações e à necessidade de regularização.

Para se ter uma ideia deste cenário, em fevereiro de 2026, a Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) notificou 2.707 empresas por omissão na entrega da Escrituração Fiscal Digital (EFD), obrigação que reúne informações fiscais dos contribuintes.

Segundo o contador Ironei Santana, um dos principais problemas é a falta de transparência entre o empresário e a contabilidade. Quando informações sobre receitas e movimentações financeiras não são repassadas corretamente, a apuração dos tributos pode ficar comprometida.

“O contador não trabalha com informações que não recebe. Ele faz a apuração com base nos dados que a empresa fornece. Se o empresário tem duas contas bancárias, por exemplo, precisa informar as duas ao profissional. Caso contrário, a contabilidade não terá acesso à realidade financeira do negócio”, explica.

Com mais de 30 anos de experiência na área contábil, especialista em regularidade fiscal e mitigação de riscos, com atuação junto a médias e grandes empresas, Ironei ressalta que a fiscalização está cada vez mais digitalizada, permitindo que os órgãos públicos identifiquem possíveis divergências por meio do cruzamento de dados.

“Antigamente, o Fisco precisava ir até a empresa para levantar informações. Hoje, muitos dados já estão nos sistemas. Quando identifica uma divergência, o órgão fiscalizador pode solicitar que o contribuinte esclareça o que aconteceu”, afirma.

Em Cuiabá, outra mudança exige atenção dos prestadores de serviços. A Prefeitura da capital prorrogou para 1º de novembro de 2026 o prazo para adoção obrigatória do Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) pelos contribuintes abrangidos pela regra.

Para evitar problemas, Ironei recomenda manter as movimentações financeiras organizadas, informar todas as receitas ao contador, emitir as notas fiscais correspondentes às operações e acompanhar os prazos das obrigações tributárias. Também orienta que os empresários procurem apoio contábil ao identificar erros, divergências ou notificações, para avaliar a situação e providenciar a regularização necessária.

A organização fiscal e a comunicação transparente com a contabilidade são medidas importantes para reduzir riscos, evitar pendências e garantir mais segurança à gestão empresarial.