COMANDO DA ALMT

Max confirma candidatura à presidência da Assembleia e abre disputa por 10 cargos da Mesa Diretora: “Não quero impor uma chapa”

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Max confirma candidatura à presidência da Assembleia e abre disputa por 10 cargos da Mesa Diretora: “Não quero impor uma chapa”

DISPUTA PELO COMANDO DA ALMT

Presidente defende continuidade no comando do Legislativo, reconhece força de Faissal, Diego e Dilmar e anuncia que negociações serão intensificadas depois do segundo turno das eleições; Podemos chega fortalecido para a nova legislatura

A disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) já começou a movimentar os bastidores políticos, mesmo antes da posse dos deputados eleitos para a próxima legislatura. Atual presidente da Casa, o deputado estadual Max Russi (Podemos) confirmou que pretende disputar novamente a presidência do Parlamento estadual e sinalizou que buscará construir uma chapa de consenso, negociada com os partidos e blocos parlamentares, sem imposição de nomes para os dez cargos da futura Mesa Diretora.

Em entrevista à imprensa, Max reconheceu as primeiras movimentações de parlamentares interessados em integrar a estrutura de comando do Legislativo e citou os deputados Faissal Calil, Diego Guimarães e Dilmar Dal Bosco como nomes qualificados para ocupar posições de destaque, inclusive a presidência ou uma das secretarias.

“São bons nomes, né. Os três nomes que você citou aí são bons nomes, bons quadros, tanto para presidente como para secretário. Eu acho que todo mundo tem o direito de colocar o nome à disposição, de pleitear uma vaga dentro da mesa”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o presidente deixou claro que pretende permanecer à frente da Assembleia. Segundo ele, o trabalho desenvolvido durante o atual mandato, iniciado em fevereiro de 2025, credencia sua candidatura para comandar também o primeiro biênio da legislatura que terá início em 1º de fevereiro de 2027.

“Eu, dentro do meu direito também, vou pleitear a presidência aí, porque eu acho que eu já fiz um bom mandato nesses quase dois anos de mandato aí, tanto é que a Assembleia teve 18 deputados que foram reeleitos”, declarou.

Max avaliou que o desempenho eleitoral dos parlamentares demonstra uma conexão positiva entre a Assembleia Legislativa e a população mato-grossense. Para ele, a continuidade de deputados na Casa representa um reconhecimento ao trabalho realizado pelo Poder Legislativo.

“Isso é prova que a Assembleia está contribuindo para o desenvolvimento do Mato Grosso, tem conectado com a população do nosso estado e, se a maioria entender que eu possa continuar contribuindo, vou continuar contribuindo”, acrescentou.

A articulação acontece em um momento de fortalecimento político de Max Russi. Nas eleições de 4 de outubro, o parlamentar conquistou 86.934 votos e terminou a disputa como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso. Além do desempenho individual, o Podemos conquistou seis das 24 cadeiras da Assembleia, resultado que amplia o peso da legenda nas negociações para a formação da futura Mesa Diretora.

O novo cenário partidário coloca Max em posição favorável para buscar apoios, mas não elimina a necessidade de entendimento com as demais bancadas. A escolha dos integrantes da direção legislativa depende da votação dos deputados, e a construção de uma chapa competitiva exige articulações que ultrapassam os limites de uma única sigla.

A futura Mesa Diretora terá dez integrantes, distribuídos entre a presidência, três vice-presidências e seis secretarias. Os cargos compõem a estrutura de direção da Assembleia, responsável pela condução administrativa e pela organização dos trabalhos legislativos.

Max explicou que pretende negociar a distribuição desses espaços diretamente com os partidos e blocos parlamentares, respeitando os acordos e a capacidade de cada grupo de reunir apoio dentro da Casa.

“Os outros cargos da mesa eu vou discutir na minha composição de chapa com os partidos, com os blocos parlamentares, tentando valorizar todos os blocos e alinhamentos. Aqueles que conseguirem buscar maior apoio para determinado cargo será esse que a gente vai defender, vai tentar conduzir e formar a chapa”, explicou.

A declaração sinaliza que o presidente não pretende estabelecer previamente uma composição fechada, deixando espaço para que os deputados interessados negociem suas posições e construam alianças.

“Eu não quero, de forma nenhuma, impor uma chapa. Uma chapa são 10 nomes, a gente vai procurar conversar com todo mundo”, reforçou.

Entre os nomes que começaram a aparecer nas conversas está o deputado Faissal Calil, que já manifestou interesse em participar da próxima composição. Diego Guimarães, integrante da atual Mesa Diretora como terceiro-secretário, também é citado nas articulações, enquanto Dilmar Dal Bosco tem destacado sua experiência parlamentar como uma das credenciais para disputar espaço no comando da Casa.

Apesar das movimentações, Max evitou antecipar compromissos individuais ou anunciar qualquer definição sobre a distribuição dos cargos. Ao elogiar os três parlamentares, reconheceu suas condições políticas, mas não declarou apoio específico a nenhum deles.

O presidente também estabeleceu um prazo político para aprofundar as negociações. Segundo ele, a intenção é deixar as conversas decisivas para depois do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, permitindo que os deputados concluam primeiro os compromissos relacionados à disputa nacional.

“Eu quero deixar essa conversa para depois do término, pelo menos do segundo turno da eleição, depois do dia 25, porque senão você não descansa, né? Você termina a eleição e já começa outra eleição, outra campanha e aí você não tem sossego”, afirmou.

A decisão de adiar as tratativas mais intensas também abre espaço para que as novas bancadas se organizem internamente e definam suas prioridades antes da formação das chapas.

Max ressaltou, entretanto, que não pretende impedir que os parlamentares iniciem suas próprias articulações. Pelo contrário, considera legítimo que todos procurem aliados e discutam possibilidades para a direção da Assembleia.

“Então eu quero deixar isso mais pra frente um pouco, acomodar, deixar as coisas acomodarem. Mas é válido, cara, todos os deputados estarem conversando, dialogando, discutindo”, declarou.

A eleição definirá a Mesa Diretora responsável por comandar o primeiro biênio, de 2027 a 2029, da 21ª Legislatura. A nova composição do Parlamento tomará posse em 1º de fevereiro de 2027, quando se inicia o mandato dos 24 deputados eleitos.

Embora Max já presida a Assembleia no período de fevereiro de 2025 a janeiro de 2027, a candidatura anunciada agora corresponde a uma nova eleição, vinculada a outra legislatura. Portanto, não se trata de uma votação para completar ou renovar o mandato dentro da atual composição parlamentar.

A disputa também terá importância estratégica para a relação entre o Legislativo e o governo estadual. O próximo período será marcado pelo início do novo mandato de Otaviano Pivetta (Republicanos), eleito governador, e pela reorganização das forças políticas na Assembleia.

Nesse contexto, o comando do Parlamento terá papel relevante na condução das pautas governamentais, na tramitação de projetos, na fiscalização do Executivo e na articulação entre os diferentes grupos partidários.

Com a maior bancada da nova legislatura, o Podemos deverá desempenhar papel importante nessa reorganização. Entretanto, a busca de Max por uma chapa ampla demonstra que a eleição não deverá ser conduzida exclusivamente pela força numérica de sua legenda.

Ao defender uma composição negociada, o atual presidente procura evitar uma disputa fragmentada pelos principais cargos e reunir condições políticas para permanecer à frente da Casa.

A definição dos nomes, porém, ainda dependerá das conversas entre os deputados eleitos e dos acordos construídos nas próximas semanas.

Para Max Russi, a sucessão da Mesa Diretora será o principal assunto político interno da Assembleia assim que terminar a disputa eleitoral nacional.

“Porque vai ser a nossa próxima, depois do segundo turno da eleição, vai ser a nossa próxima pauta a ser debatida dentro do Parlamento estadual”, concluiu.

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