CONTEÚDO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Google passa a remunerar mais de 400 publicações por conteúdo usado em ferramentas de IA

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Google passa a remunerar mais de 400 publicações por conteúdo usado em ferramentas de IA

JBNews

Por Nayara Cristina

Programa reúne veículos internacionais e publicações locais; valores dos contratos não foram divulgados

O Google informou que mais de 400 publicações jornalísticas de diferentes países já participam de seu programa experimental de licenciamento de conteúdo para produtos de inteligência artificial.

CNN, Axios, Financial Times e Forbes estão entre os novos parceiros. A lista também inclui veículos regionais norte-americanos, como Texas Tribune, Oil City News, Post and Courier e Shaw Media.

A iniciativa, chamada de News AI, prevê o pagamento às empresas jornalísticas pela entrega e utilização de conteúdo ampliado em experiências desenvolvidas pelo Google.

Os valores pagos e as condições comerciais dos contratos não foram divulgados.

Entre os produtos testados estão resumos aprofundados apresentados nas páginas dos veículos dentro do Google Notícias e boletins de áudio personalizados. A empresa afirma que os conteúdos exibidos terão identificação da fonte e links direcionados às reportagens originais.

O projeto havia começado com um grupo menor, no qual já estavam publicações como The Washington Post e Washington Examiner. A ampliação para mais de 400 participantes mostra que os acordos comerciais entre plataformas tecnológicas e empresas jornalísticas estão avançando para além dos grandes veículos nacionais.

O movimento ocorre em meio à preocupação das redações com a queda do tráfego proveniente dos mecanismos de busca. Respostas produzidas por inteligência artificial podem entregar ao usuário parte das informações de uma reportagem sem que ele necessariamente acesse o site responsável pela apuração.

Ao mesmo tempo, os contratos abrem uma nova possibilidade de receita para os veículos que possuem acervos organizados, conteúdo exclusivo e informações que não estão disponíveis em bases públicas.

Para portais regionais, o principal valor comercial pode estar justamente nas informações locais, como decisões judiciais, contratos públicos, ocorrências policiais, eleições municipais, agronegócio e bastidores políticos.

A participação de publicações brasileiras no programa ainda não foi anunciada. Também não foram divulgados os critérios para ingresso, o modelo de remuneração ou a quantidade de acessos que as novas ferramentas devolverão aos sites parceiros.