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Por Nayara Cristina
A oficialização do nome do deputado federal Fábio Garcia como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta marcou um dos principais movimentos das convenções partidárias desta terça-feira (4) e reforçou a estratégia do grupo governista para a disputa eleitoral de 2026. Em sua primeira entrevista após a confirmação, Fábio afirmou que aceitou o convite por acreditar no projeto político liderado por Pivetta e sustentou que a composição nasce fortalecida pelo apoio de 122 prefeitos mato-grossenses que assinaram um documento defendendo sua indicação para a vaga de vice.
Segundo Fábio Garcia, a escolha representa uma demonstração de confiança no trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e amplia a responsabilidade da futura chapa em manter a aproximação com os municípios. Ele destacou que pretende continuar percorrendo Mato Grosso, ouvindo prefeitos, lideranças e a população para dar sequência às demandas regionais e manter o ritmo de investimentos do Estado. Na avaliação do parlamentar, o grupo construiu uma relação sólida com os gestores municipais independentemente de filiação partidária, o que, segundo ele, contribuiu para consolidar os apoios recebidos.
Durante a entrevista, Fábio também classificou a candidatura formada ao lado de Otaviano Pivetta como a única capaz de dar continuidade ao modelo administrativo implantado nos últimos anos em Mato Grosso. Ao ser questionado sobre o cenário político, afirmou que aceitou integrar a chapa sem impor qualquer condição e revelou que foi comunicado da decisão apenas na noite anterior à convenção. Segundo ele, o convite foi recebido com naturalidade por acreditar que pode contribuir para manter o Estado em trajetória de crescimento econômico e elevados investimentos públicos.
Questionado sobre o futuro político de sua base eleitoral na disputa para a Câmara Federal, Fábio declarou apoio à possível candidatura de Virgínia Mendes à Câmara dos Deputados, ressaltando a relação de amizade e confiança construída antes mesmo da vida pública. No entanto, ponderou que cada liderança política possui autonomia para decidir seus apoios eleitorais e afirmou que o respaldo recebido ao longo dos anos foi resultado do trabalho desenvolvido junto aos municípios.
Outro tema abordado foi a indefinição envolvendo o Podemos. Fábio Garcia afirmou que continuará trabalhando para manter o partido na base governista, destacando a parceria construída ao longo de mais de uma década com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. Segundo ele, ambos compartilham projetos políticos desde 2014 e participaram juntos de diversas conquistas administrativas para Mato Grosso, razão pela qual acredita ser possível superar as divergências e preservar a aliança.
Mesmo após as disputas internas registradas nas convenções, Fábio adotou um discurso conciliador em relação ao senador Jayme Campos. O deputado reconheceu a contribuição do parlamentar em pautas estratégicas para o Estado, como a transferência da administração da BR-163 para o Governo de Mato Grosso e o avanço da concessão da primeira ferrovia estadual do país. Para ele, o momento exige diálogo permanente, afirmando que a política deve ser construída por meio de conversas e entendimentos, sem o rompimento definitivo das relações institucionais.
Ao comentar as críticas de que o União Brasil teria sido “traído” na definição das alianças, Fábio rebateu a interpretação e afirmou que a decisão de apoiar a candidatura do Republicanos foi tomada de forma democrática durante a convenção partidária. Segundo ele, depois de anos tendo o Republicanos como aliado em posições de vice-governadoria, é natural que o União Brasil também apoie agora o projeto encabeçado por Otaviano Pivetta.
Com a homologação da chapa, o grupo governista entra oficialmente na corrida eleitoral apostando na união entre Republicanos e União Brasil, no apoio expressivo de prefeitos e na manutenção das articulações para ampliar a base política antes do início efetivo da campanha de 2026.
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