PESO DA DISPUTA

Mauro evita clima de vitória, blinda Pivetta e diz que eleição será decidida “nas urnas, não nos bastidores”

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Mauro evita clima de vitória, blinda Pivetta e diz que eleição será decidida “nas urnas, não nos bastidores”

JB News

Por Nayara Cristina

A convenção conjunta do Republicanos e do União Brasil marcou o início oficial da campanha da chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta, mas também serviu para que o candidato ao Senado Mauro Mendes procurasse reduzir o peso das disputas de bastidores que antecederam a definição da composição majoritária. Em entrevista à imprensa, o ex-governador defendeu a autonomia de Pivetta na escolha de Fábio Garcia como candidato a vice-governador, descartou qualquer interferência pessoal na decisão e afirmou que o verdadeiro resultado da disputa política só será conhecido nas urnas.

Questionado sobre a escolha de Fábio Garcia para ocupar a vaga de vice, Mauro Mendes afirmou que a decisão sempre pertenceu exclusivamente ao candidato ao governo. Segundo ele, diversos nomes possuíam qualificação para integrar a chapa, mas cabia a Pivetta exercer o direito de definir quem considerava mais preparado para a missão. Mauro ressaltou que jamais fez pressão ou impôs veto a qualquer pré-candidato e relembrou que, quando escolheu Pivetta para ser seu vice, também tomou a decisão de forma autônoma. Agora, segundo ele, era natural que o atual governador tivesse a mesma liberdade para construir sua equipe.

As declarações ocorrem após semanas de intensas articulações envolvendo diferentes partidos e lideranças políticas, período em que diversos nomes chegaram a ser cogitados para a vice-governadoria antes da confirmação de Fábio Garcia. Ao comentar o processo, Mauro buscou transmitir a imagem de unidade dentro da base governista e afastar interpretações de que teria exercido influência decisiva na definição.

O candidato ao Senado também foi provocado sobre a aliança construída entre PL e MDB, considerada por adversários um movimento capaz de alterar o cenário eleitoral em Mato Grosso. Sem demonstrar preocupação, Mauro afirmou que as negociações partidárias representam apenas uma etapa da disputa e não definem o resultado da eleição. Em tom cauteloso, comparou o momento ao início de uma partida de futebol, afirmando que seria precipitado apontar vencedores ou derrotados antes do início efetivo da campanha.

Segundo Mauro Mendes, a prioridade da chapa será conquistar a confiança do eleitor durante o período eleitoral. Para ele, o verdadeiro desafio está em convencer a população por meio das propostas e da gestão apresentada, deixando claro que a decisão final ocorrerá apenas no dia da votação.

Ao ser questionado sobre o apoio de prefeitos ligados ao PL, especialmente daqueles que demonstraram resistência à aproximação da sigla com o MDB, Mauro afirmou que, pelas informações que possui, a maioria dos gestores municipais permanece alinhada ao seu projeto político e também à candidatura de Otaviano Pivetta. No entanto, evitou apresentar números definitivos e disse que o quadro de apoios será consolidado nos próximos dias, à medida que os partidos concluírem suas definições internas.

Com um discurso voltado à estabilidade e à continuidade do grupo político que governa Mato Grosso, Mauro Mendes procurou demonstrar confiança no projeto liderado por Pivetta, reforçando que as movimentações dos bastidores ficaram para trás e que, a partir da homologação das candidaturas, a disputa passa a ser travada diretamente junto ao eleitorado. Para o candidato ao Senado, o peso das alianças será medido apenas quando os votos forem depositados nas urnas, e não pelas articulações que antecederam o período oficial de campanha.

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