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Por Emerson Teixeira
Um advogado foi conduzido à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (29) após ser flagrado tentando ingressar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, portando recipientes com bebida alcoólica e chips de telefonia celular. O caso foi identificado durante os procedimentos de segurança realizados na entrada da unidade prisional e mobilizou policiais penais da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
De acordo com o registro da ocorrência, o advogado Italo Furtado Lustosa da Silva chegou ao presídio por volta das 14h40 para realizar atendimento profissional a um custodiado. Durante a passagem pelo equipamento de inspeção corporal BodyScan, os policiais penais identificaram dois volumes considerados suspeitos junto ao corpo do visitante.
Diante da imagem captada pelo equipamento, os servidores realizaram uma abordagem e localizaram dois invólucros contendo bebida alcoólica. Conforme a Polícia Penal, tratava-se de porções de uísque armazenadas em recipientes com capacidade aproximada de 100 mililitros. As embalagens teriam sido adaptadas utilizando materiais semelhantes aos utilizados para acondicionar chips de telefonia.
Na sequência da fiscalização, os agentes também encontraram chips de celular que, segundo a ocorrência, seriam levados para o interior da unidade prisional, material cuja entrada é proibida por representar risco à segurança do sistema penitenciário.
Após a apreensão dos objetos, a direção da Penitenciária Central do Estado acionou os protocolos administrativos previstos para esse tipo de ocorrência e comunicou os fatos à Polícia Civil. O advogado foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, enquanto os materiais apreendidos foram entregues à autoridade policial.
A Polícia Civil irá apurar as circunstâncias do caso, incluindo a possível destinação dos chips e da bebida alcoólica dentro da unidade prisional. Caberá à investigação definir se houve a prática de crime e eventual responsabilização criminal do profissional.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça destacou que os equipamentos de fiscalização e os procedimentos de controle implantados nas unidades prisionais têm sido fundamentais para impedir a entrada de materiais ilícitos e reforçar a segurança do sistema penitenciário de Mato Grosso. O caso segue sob investigação.