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Por Emerson Teixeira
Um homem de 56 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar suspeito de importunar sexualmente uma mulher dentro de um supermercado em Cuiabá. O caso aconteceu na última quarta-feira (8), em uma unidade do Fort Atacadista, e foi registrado pelo sistema de monitoramento do estabelecimento, que auxiliou na rápida identificação e localização do suspeito.
De acordo com as informações apuradas, a vítima fazia compras acompanhada dos dois filhos quando foi abordada pelo homem. Inicialmente, ele teria iniciado uma conversa sem qualquer intimidade com a mulher. Em seguida, segundo o relato prestado à polícia, passou a invadir o espaço pessoal da vítima, tocando em seu corpo e a abraçando sem qualquer consentimento.
Assustada com a situação e preocupada com a segurança das crianças que a acompanhavam, a mulher procurou ajuda de funcionários do supermercado logo após o suspeito deixar o local. Bastante abalada emocionalmente, ela relatou o ocorrido, o que levou a administração do estabelecimento a acionar imediatamente a Polícia Militar.
Ao chegarem ao supermercado, os policiais tiveram acesso às imagens das câmeras de segurança, que registraram a movimentação do suspeito. Com base nas características físicas e nas roupas utilizadas por ele, as equipes iniciaram diligências pela região.
Pouco tempo depois, o homem foi localizado conduzindo um veículo em uma avenida do bairro Tijucal. Ele foi abordado, reconhecido pelas equipes policiais e recebeu voz de prisão em flagrante.
O suspeito foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso será investigado para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e subsidiar a adoção das medidas judiciais cabíveis.
A conduta é enquadrada, em tese, no crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal. A legislação considera crime praticar ato de natureza sexual contra alguém sem seu consentimento, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiros. A pena prevista varia de um a cinco anos de reclusão, caso o fato não constitua crime mais grave.
O episódio reacende o alerta para casos de violência e importunação contra mulheres em locais públicos e privados. Especialistas orientam que vítimas procurem imediatamente ajuda de funcionários, seguranças ou das forças de segurança, além de registrar boletim de ocorrência. Imagens de monitoramento, testemunhas e demais elementos podem ser fundamentais para a responsabilização dos autores
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