“MT NÃO PODE PARAR”

Pivetta e Mauro postam vídeo juntos e reforçam pré-candidaturas e consolidação de projeto

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Pivetta e Mauro postam vídeo juntos e reforçam pré-candidaturas e consolidação de projeto

JB News

Por Nayara Cristina

O vídeo divulgado em conjunto pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), atualmente pré-candidato ao Senado, representa muito mais do que uma peça de propaganda eleitoral antecipada. Nos bastidores da política mato-grossense, a publicação é interpretada como o primeiro grande movimento público de consolidação do projeto político que pretende manter o mesmo grupo no comando do Palácio Paiaguás por, no mínimo, mais quatro anos.

Com o slogan “Mato Grosso não pode parar”, Mauro e Pivetta deixam claro que a eleição de 2026 será apresentada ao eleitor como um plebiscito entre a continuidade do atual modelo administrativo e uma eventual mudança de rumo. A estratégia é transformar o legado construído desde 2019 no principal argumento eleitoral para convencer a população de que o Estado deve permanecer sob a condução do mesmo grupo político que promoveu uma profunda reorganização administrativa e fiscal.

Caso Otaviano Pivetta seja eleito governador, o bloco liderado por Mauro Mendes completará doze anos consecutivos à frente do Governo de Mato Grosso, consolidando um dos mais longos ciclos administrativos da história recente do Estado. A sucessão, portanto, deixou de ser tratada apenas como uma disputa entre candidatos e passou a representar a manutenção de um projeto político que, segundo seus integrantes, transformou Mato Grosso em referência nacional em equilíbrio fiscal, infraestrutura e crescimento econômico.

No vídeo publicado nas redes sociais, Pivetta afirma que ambos representam “a melhor proposta para Mato Grosso”, ressaltando que a experiência administrativa e o conhecimento da realidade estadual credenciam o grupo a continuar conduzindo o Estado. Segundo ele, o objetivo é garantir que Mato Grosso continue gerando oportunidades para as próximas gerações.

“O Mato Grosso vai continuar brotando oportunidades para todos os brasileiros que escolheram este Estado para viver”, afirmou o governador.

Já Mauro Mendes reforçou que a disputa eleitoral vai muito além da escolha de um governador ou de um senador.

“Não estamos falando de escolher apenas uma pessoa. Estamos escolhendo um modelo de gestão focado em resultados para que Mato Grosso continue nesse ritmo de prosperidade. Mato Grosso não pode parar”, declarou.

A mensagem evidencia uma estratégia cuidadosamente construída. O grupo pretende nacionalizar o discurso do desenvolvimento estadual, apresentando números relacionados ao crescimento econômico, investimentos em infraestrutura, recuperação das rodovias, construção de hospitais, modernização das escolas, fortalecimento da segurança pública e ampliação da capacidade de investimento do Estado após o ajuste das contas públicas realizado nos últimos anos.

Nos bastidores do Centro Político Administrativo, lideranças próximas ao governador avaliam que a eleição de Pivetta representa a continuidade natural da gestão iniciada por Mauro Mendes. A relação entre ambos é considerada uma das mais sólidas da política estadual. Antes mesmo de assumir definitivamente o Governo com a renúncia de Mauro para disputar o Senado, Pivetta participou diretamente das principais decisões administrativas desde 2019, sendo visto por aliados como um dos arquitetos das políticas públicas implementadas nos últimos oito anos.

Essa proximidade explica a forte identificação entre os dois durante o processo sucessório. O projeto governista trabalha para transmitir ao eleitor a ideia de que não haverá ruptura administrativa, mas sim continuidade das obras e programas que marcaram a atual gestão.

Outro fator considerado estratégico é a composição política. O grupo busca construir uma ampla aliança envolvendo Republicanos, União Brasil, Progressistas, PSD, MDB e diversas outras siglas da base governista, além de ampliar o apoio entre prefeitos, vereadores e deputados estaduais.

Somente o Republicanos e partidos aliados concentram atualmente dezenas de prefeitos espalhados por Mato Grosso. Já a Federação União Progressista também reúne uma das maiores estruturas partidárias do Estado, embora ainda enfrente divergências internas sobre a candidatura própria ao Governo.

O principal desafio do grupo de Mauro Mendes continua sendo justamente manter a unidade dessa base. O senador Jayme Campos permanece defendendo uma candidatura própria do União Brasil ao Governo, enquanto outra ala da legenda considera mais viável apoiar Pivetta para preservar a influência política conquistada pelo partido ao longo dos últimos anos.

Essa definição deverá ocorrer nas próximas semanas durante a convenção estadual do União Brasil, considerada uma das mais importantes da história recente da legenda em Mato Grosso. A decisão poderá consolidar definitivamente a candidatura governista ou abrir espaço para uma disputa interna entre antigos aliados.

Enquanto isso, o bloco governista intensifica a articulação para ampliar apoios regionais. A estratégia passa pela aproximação com lideranças municipais, especialmente prefeitos que receberam investimentos estaduais em infraestrutura, saúde, educação e logística, fortalecendo uma narrativa de parceria entre Governo do Estado e municípios.

Nos bastidores também existe a avaliação de que Mauro Mendes desempenhará papel decisivo na campanha. Mesmo disputando uma vaga ao Senado, ele deverá assumir a condição de principal cabo eleitoral de Pivetta, utilizando sua elevada aprovação administrativa para defender a continuidade do atual modelo de gestão.

A oposição, por sua vez, prepara um discurso baseado justamente no argumento contrário: o de que Mato Grosso precisa alternar o comando do Executivo após oito anos do mesmo grupo político. A expectativa é que esse debate sobre continuidade versus renovação domine a campanha eleitoral de 2026.

Independentemente do resultado das convenções partidárias e da formação das alianças, o vídeo divulgado por Mauro Mendes e Otaviano Pivetta marca oficialmente o início de uma nova fase da sucessão estadual. Mais do que reafirmar pré-candidaturas, a publicação simboliza a abertura da disputa por um projeto que poderá manter o mesmo grupo político administrando Mato Grosso até 2031, caso o eleitorado confirme nas urnas a aposta na continuidade defendida pelo atual governador e seu principal aliado político.

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