SUCESSÃO ESTADUAL

“Pivetta conhece os limites do Estado e está preparado para governar”, afirma Blairo Maggi ao defender continuidade da gestão em Mato Grosso

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“Pivetta conhece os limites do Estado e está preparado para governar”, afirma Blairo Maggi ao defender continuidade da gestão em Mato Grosso

JB News

Por Nayara Cristina

Do local Guilherme Augusto

Durante participação na audiência conjunta realizada na manhã desta sexta-feira (3), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em homenagem aos 50 anos da Lei Vicente Vuolo — marco histórico que abriu caminho para a implantação da ferrovia no Estado — o ex-governador, ex-senador e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi também falou sobre o cenário político de Mato Grosso e fez uma das mais contundentes manifestações públicas em defesa do vice-governador Otaviano Pivetta como nome preparado para disputar a sucessão estadual em 2026.

Ao analisar o atual momento político, Blairo afirmou que administrar um Estado exige muito mais do que discursos de campanha e destacou que a principal diferença entre um candidato e um gestor está no conhecimento das limitações impostas pela máquina pública.

Segundo ele, quem já exerce funções no Executivo, como é o caso de Pivetta, entra em uma disputa eleitoral sabendo exatamente até onde o governo pode chegar, quais são os limites impostos pela legislação, pelas regras fiscais e pelos órgãos de controle.

Blairo explicou que durante uma campanha eleitoral é comum que candidatos enxerguem inúmeras possibilidades para apresentar propostas, mas ressaltou que a realidade da administração pública é completamente diferente. Conforme destacou, governar significa atuar dentro de um conjunto de normas, autorizações legais e restrições orçamentárias que nem sempre são percebidas por quem nunca ocupou um cargo executivo.

O ex-governador comparou o processo de governar a um sistema no qual nem todas as decisões podem ser tomadas livremente. Segundo ele, a gestão pública exige responsabilidade permanente, já que Executivo, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Ministério Público e Poder Judiciário exercem funções de fiscalização e controle sobre os atos do administrador.

Na avaliação de Blairo Maggi, a experiência adquirida por Pivetta ao longo dos últimos anos dentro do Governo de Mato Grosso representa um diferencial importante. Para ele, conhecer o funcionamento interno da administração evita promessas incompatíveis com a realidade e proporciona maior segurança para conduzir o Estado.

Ao recordar sua própria trajetória política, Blairo lembrou que também chegou ao Governo de Mato Grosso sem experiência anterior no Poder Executivo. Segundo ele, todo o aprendizado ocorreu durante o exercício do mandato, enfrentando diariamente os desafios de administrar uma estrutura pública complexa e altamente regulamentada.

Apesar disso, afirmou que a situação vivida atualmente por Otaviano Pivetta é diferente. Para Blairo, o vice-governador chega ao processo eleitoral conhecendo profundamente a estrutura administrativa, as limitações legais e os mecanismos de funcionamento do Estado, circunstância que considera uma vantagem para quem pretende assumir o comando do Executivo.

O ex-governador também voltou a declarar apoio político ao nome de Pivetta como sucessor natural da atual gestão. Segundo ele, essa posição não é recente e vem sendo defendida desde o início das discussões sobre a sucessão estadual.

Blairo destacou que conhece o trabalho desenvolvido por Pivetta desde a época em que administrava o município de Lucas do Rio Verde, experiência que, segundo ele, influenciou diversas políticas públicas posteriormente implantadas em Mato Grosso durante seu próprio governo.

Na avaliação do ex-ministro, Pivetta reúne capacidade administrativa, visão empresarial e sensibilidade social para conduzir o Estado. Ele afirmou ter convicção de que, caso seja escolhido pela população nas eleições de 2026, poderá dar continuidade ao modelo de gestão implantado nos últimos anos.

Blairo ainda ressaltou que não enxerga qualquer surpresa na possibilidade de Pivetta assumir definitivamente o comando de Mato Grosso. Segundo ele, o vice-governador possui um perfil transparente, experiência acumulada e conhecimento suficiente para enfrentar os desafios da administração estadual.

Ao comentar o calendário político, Blairo observou que o ambiente eleitoral ainda passa por um período de menor intensidade e avaliou que as articulações devem ganhar força somente após o segundo semestre. Segundo ele, tradicionalmente os pré-candidatos atravessam um momento de isolamento até que as convenções partidárias aproximem lideranças, partidos e eleitores da disputa oficial.

Mesmo reafirmando apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta, Blairo Maggi voltou a descartar qualquer retorno às campanhas eleitorais. Disse que sua participação direta na política ficou no passado e reiterou que sua prioridade permanece voltada às atividades empresariais, acompanhando o cenário estadual apenas como observador e contribuindo com opiniões quando solicitado.

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