TRAGÉDIA

Pai não resiste após oito dias na UTI e acidente que matou filha de 3 anos deixa terceira vítima

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Pai não resiste após oito dias na UTI e acidente que matou filha de 3 anos deixa terceira vítima

Colisão entre caminhonete e caminhão ocorreu na BR-364, em Jangada; motorista do veículo de carga foi colocado em liberdade provisória e versões sobre a tragédia são divergentes

Bruno Arnold morreu nesta quarta-feira (9), depois de permanecer oito dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Ele havia ficado gravemente ferido em um acidente envolvendo uma caminhonete e um caminhão na BR-364, em Jangada.

A colisão já havia provocado as mortes da filha de Bruno, Liz Antonella Lemes Arnold, de apenas 3 anos, e de Jamilly Gabriele Fonseca Tisott, de 18. As duas morreram no local. Com a confirmação da morte de Bruno, a tragédia passou a contabilizar três vítimas fatais.

O acidente aconteceu no dia 1º de setembro, no km 584 da BR-364, no trecho de convergência com a BR-163. Bruno conduzia uma Chevrolet S10, na qual também viajavam Liz e Jamilly, quando a caminhonete se envolveu em uma colisão com um caminhão Mercedes-Benz.

Equipes de resgate encontraram as duas passageiras já sem vida. Bruno foi retirado com vida e encaminhado em estado grave para atendimento médico em Cuiabá. Apesar dos procedimentos hospitalares, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos.

A Prefeitura de Nobres lamentou a morte e informou que Bruno era filho de uma servidora pública municipal. Em nota, a administração manifestou solidariedade aos familiares e amigos diante da perda.

A dinâmica da colisão ainda é investigada e existem versões divergentes sobre o que teria provocado o acidente. Segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, o caminhão, conduzido por Reinaldo Nazaro Nora, de 65 anos, teria invadido a pista contrária ao realizar uma ultrapassagem em um trecho onde a manobra seria proibida.

Ainda conforme essa linha de investigação, a roda dianteira direita do caminhão teria atingido a parte frontal da S10. Depois do impacto, a caminhonete saiu da pista e bateu contra um barranco às margens da rodovia.

Ao prestar depoimento, Reinaldo negou ter realizado uma ultrapassagem irregular e apresentou outra versão. O caminhoneiro afirmou que chovia intensamente no momento da colisão e que a pista estava molhada.

Segundo o motorista, uma carreta que trafegava à sua frente teria deslizado na rodovia. Ao reduzir a velocidade para evitar um acidente, ele teria perdido parcialmente o controle do caminhão. Reinaldo sustentou que a caminhonete conduzida por Bruno foi o veículo que atingiu a lateral do caminhão.

O motorista também declarou que não havia consumido bebida alcoólica e afirmou ter tentado prestar socorro às vítimas depois da colisão.

Reinaldo foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante por homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil. Posteriormente, a Justiça concedeu liberdade provisória ao caminhoneiro mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Na decisão, a juíza Marilia Augusto de Oliveira Plaza determinou que o motorista mantenha o endereço atualizado e compareça a todos os atos processuais para os quais for intimado. A magistrada não determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

A Polícia Civil continua analisando os vestígios encontrados no local, os depoimentos e os demais elementos reunidos durante a apuração. A investigação deverá esclarecer a dinâmica da colisão e definir eventuais responsabilidades pelas três mortes.