ECONOMIA DE 24%

Consórcio derruba pregão de R$ 52,4 milhões para R$ 39,7 milhões e economiza R$ 12,6 milhões em medicamentos

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Consórcio derruba pregão de R$ 52,4 milhões para R$ 39,7 milhões e economiza R$ 12,6 milhões em medicamentos

JB News

Por José Teixeira

ECONOMIA DE 24%

Consórcio derruba pregão de R$ 52,4 milhões para R$ 39,7 milhões e economiza R$ 12,6 milhões em medicamentos

Uma licitação para aquisição de medicamentos destinada a atender 12 municípios de Mato Grosso terminou com uma economia de R$ 12.641.526,15 aos cofres públicos. O Pregão nº 11/2026, conduzido pelo Consórcio de Saúde sob a gestão de Zé Domingos e Neurilan Fraga, tinha orçamento inicial de R$ 52.400.762,05, mas foi fechado por R$ 39.759.235,90, uma redução de aproximadamente 24%.

O resultado coloca o certame entre as compras de maior impacto financeiro realizadas pelo consórcio neste ano e demonstra o peso da aquisição conjunta na redução dos gastos das prefeituras. Ao reunir em um único processo a demanda de vários municípios, o consórcio conseguiu ampliar a concorrência entre fornecedores e reduzir em mais de R$ 12,6 milhões o valor inicialmente calculado para a compra.

Realizado em 17 de agosto de 2026 e homologado em 14 de setembro, o pregão recebeu a participação de 58 empresas. Ao término das disputas, 36 fornecedores foram declarados vencedores para atender aos diferentes medicamentos e produtos previstos no processo.

Ao todo, a licitação contempla 621 itens, que passarão a integrar a estrutura de aquisição utilizada pelos municípios participantes. O volume permite atender diferentes demandas das redes municipais de saúde e cria uma referência única de preços para as administrações consorciadas.

Serão beneficiados Várzea Grande, Rosário Oeste, Nobres, Jangada, Acorizal, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Planalto da Serra e Nova Brasilândia.

Na prática, a estrutura montada pelo consórcio evita que cada uma dessas 12 prefeituras precise realizar isoladamente uma licitação de grandes proporções para adquirir os mesmos tipos de medicamentos. A contratação compartilhada concentra a demanda regional, aumenta o volume colocado em disputa e fortalece a capacidade de negociação do poder público.

A diferença entre o orçamento inicial e o resultado homologado mostra a dimensão do ganho. Dos R$ 52,4 milhões que poderiam ser comprometidos, cerca de R$ 39,7 milhões serão necessários dentro dos valores alcançados na disputa. São aproximadamente R$ 24 economizados a cada R$ 100 que estavam previstos para o certame.

Sob a direção de Zé Domingos e Neurilan Fraga, o modelo de compra conjunta vem sendo utilizado como ferramenta para racionalizar gastos e dar escala às contratações. O objetivo é permitir que municípios de diferentes portes tenham acesso às mesmas condições de negociação oferecidas por uma licitação de grande volume.

A economia de R$ 12,6 milhões também amplia a margem financeira das administrações municipais em uma das áreas que mais pressionam os cofres públicos. Recursos que deixarem de ser consumidos pela diferença de preços poderão permanecer disponíveis para outras necessidades da saúde e das administrações locais, dentro do planejamento orçamentário de cada prefeitura.

Outro ponto relevante foi o nível de concorrência. As 58 empresas participantes disputaram um mercado de quase R$ 40 milhões, e a divisão dos 621 itens entre 36 empresas vencedoras reduz a concentração do fornecimento e amplia o número de fornecedores envolvidos na operação.

Com o processo homologado, os municípios passam a contar com a ata de registro de preços para realizar as aquisições conforme a demanda de suas unidades. Isso significa que o valor de R$ 39,759 milhões corresponde ao montante global alcançado no processo, enquanto as compras efetivas ocorrerão de acordo com a necessidade e os quantitativos autorizados.

Além da economia direta, a contratação conjunta reduz a repetição de procedimentos administrativos, jurídicos e técnicos pelas prefeituras e estabelece uma referência regional para os preços dos medicamentos.

O Pregão nº 11/2026, portanto, fecha com três números que dimensionam o resultado da operação: 621 itens licitados, 36 empresas vencedoras e R$ 12,641 milhões de economia. Para os 12 municípios atendidos pelo consórcio, a redução de aproximadamente 24% transforma uma previsão de R$ 52,4 milhões em uma contratação de R$ 39,7 milhões e evidencia o impacto financeiro que uma compra regionalizada pode produzir.