GUERRA ENTRE FACÇŌES

PM prende suspeito apontado como líder do TCP em MT, apreende 385 tabletes de drogas e investiga chacina

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PM prende suspeito apontado como líder do TCP em MT, apreende 385 tabletes de drogas e investiga chacina

JBNews

Por Nayara Cristina

Uma operação da Polícia Militar de Mato Grosso revelou novos elementos sobre a atuação da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) na região de Pontes e Lacerda, município localizado na fronteira brasileira com a Bolívia. Dois homens foram presos e 385 tabletes de entorpecentes, armas de fogo, munições e motocicletas foram apreendidos durante uma ofensiva realizada na terça-feira (20 de outubro de 2026).

A ação integra a Operação Território Livre e foi divulgada oficialmente pela Polícia Militar na quarta-feira (21). Segundo a corporação, o material apreendido representa um prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões para organizações criminosas que atuam na região.

Entre os presos está um homem conhecido pelo apelido de “Menor”, apontado pela Polícia Militar como uma das lideranças do Terceiro Comando Puro em Pontes e Lacerda. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça de Goiás, pelo crime de roubo.

A identificação do suspeito como possível liderança da organização criminosa reforça uma das linhas investigativas relacionadas à atuação de facções na fronteira mato-grossense, região considerada estratégica para o transporte de entorpecentes provenientes de países vizinhos.

Durante o desdobramento da operação, policiais militares localizaram duas residências que, conforme as investigações, eram utilizadas para armazenar drogas e armamentos.

Os imóveis funcionariam como pontos de apoio logístico para integrantes da facção, permitindo a guarda de entorpecentes e equipamentos associados às atividades criminosas.

No interior das casas, os policiais encontraram 338 tabletes de maconha, 40 de cloridrato de cocaína, seis de pasta-base de cocaína e um tablete de maconha do tipo dry.

A soma corresponde aos 385 tabletes apreendidos. O peso total dos entorpecentes não foi informado, o que impede calcular com precisão a quantidade de droga em quilogramas e seu valor individual no mercado ilegal.

Também foram localizadas duas pistolas calibre 9 milímetros, das marcas Glock e Browning, além de 150 munições, sendo 113 de calibre 9 milímetros e 37 de calibre .40.

Outro elemento importante da investigação foi a apreensão de três motocicletas suspeitas de terem sido utilizadas em homicídios registrados no município.

Nos imóveis, os militares encontraram ferramentas e materiais que seriam empregados para alterar características dos veículos e dificultar sua identificação.

A Polícia Militar trabalha com a suspeita de que os dois homens presos estejam envolvidos em uma sequência de assassinatos ocorridos em Pontes e Lacerda, incluindo uma tentativa de chacina registrada no dia 3 de outubro.

A corporação não divulgou todos os detalhes desse episódio, incluindo o número de vítimas ou a dinâmica completa do ataque. Também não foram apresentados publicamente os elementos que comprovam, de forma individualizada, a participação de cada investigado nos homicídios.

A ofensiva mobilizou equipes da Força Tática do 12º Comando Regional, do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e da Agência Regional de Inteligência.

Após as prisões e apreensões, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Pontes e Lacerda, juntamente com os materiais recolhidos, para formalização da ocorrência e continuidade das investigações.

A apreensão de armas e motocicletas suspeitas de ligação com assassinatos amplia o alcance da apuração policial, que poderá confrontar os objetos recolhidos com vestígios e informações obtidos em investigações anteriores.

A participação dos investigados em organização criminosa e nos homicídios ainda depende de comprovação durante os procedimentos policiais e judiciais.

Embora a operação tenha produzido apreensões expressivas, não há confirmação de que os dois detidos respondam por todos os assassinatos investigados na região.

A investigação também deverá esclarecer a estrutura de atuação do TCP no município, o papel atribuído aos suspeitos e a eventual participação de outros integrantes da facção no armazenamento e distribuição dos entorpecentes.

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