DE SANDÁLIA E SEM APARATO

Pivetta vota em Lucas, prega austeridade no governo: “Estado precisa servir o cidadão”

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Pivetta vota em Lucas, prega austeridade no governo: “Estado precisa servir o cidadão”

SANDÁLIA DA HUMILDADE

Candidato à reeleição afirma estar preparado para qualquer resultado das urnas, promete manter perfil simples e austero e diz que Estado deve servir ao cidadão

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (4), em Lucas do Rio Verde, cercado por familiares, amigos e correligionários, e chegou às urnas adotando um discurso de confiança, mas sem antecipar o resultado da eleição. Depois de uma campanha marcada por embates duros na reta final, Pivetta afirmou que está preparado inclusive para disputar um eventual segundo turno e foi categórico ao projetar o cenário: se a eleição não terminar neste domingo, acredita que vencerá na segunda rodada.

“Hoje é dia do povo decidir, que é o que vale mesmo. É o voto de cada cidadão, cada cidadã, cada mato-grossense. Nós vamos esperar o resultado e aí definir o que vai ser. Se vai ser segundo turno, nós vamos ganhar no segundo turno. Se for hoje também vamos agradecer a Deus, agradecer ao povo e voltar a trabalhar”, declarou.

A afirmação ocorre após Pivetta chegar à reta final impulsionado por pesquisas que apontaram crescimento de sua candidatura e possibilidade de definição da disputa ainda no primeiro turno. Mesmo diante dos números favoráveis, o governador evitou declarar vitória antecipadamente e entregou a decisão às urnas.

Foi em Lucas do Rio Verde, uma de suas principais bases políticas e onde construiu parte importante de sua trajetória pública, que Pivetta escolheu exercer o voto. Ao chegar ao local, disse sentir uma relação especial com o município.

“Estou muito feliz de encontrar aqui meus amigos, meus irmãos, minha filha e exercer esse direito e dever também de brasileiro, dever de votar. Eu sempre venho com muita afetividade, muita alegria e, quando chego na minha terra aqui, me sinto em casa, sinto paz”, afirmou.

O governador também fez um balanço da campanha. Nos últimos debates, Pivetta passou a concentrar ataques de adversários justamente no momento em que levantamentos eleitorais passaram a colocá-lo em posição de vantagem na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Questionado sobre os ataques e acusações que marcaram a reta final, disse que enfrentou um ambiente de turbulência, mas procurou manter a serenidade.

“Campanha tem tudo. Campanha a gente vê de tudo. Mas eu sempre, todo dia, antes de sair de casa, pedi a Deus para me ajudar, para me mostrar o caminho. Foi um período de bastante turbulência no ambiente, mas eu sempre me senti muito sereno, muito tranquilo”, declarou.

A votação deste domingo também foi usada por Pivetta para projetar como pretende conduzir o governo caso receba das urnas um novo mandato. E foi nesse ponto que o candidato buscou reforçar uma imagem que explorou durante a campanha: a de gestor de hábitos simples, contrário ao excesso de estrutura em torno do chefe do Executivo e defensor de austeridade no uso da máquina pública.

Ao ser questionado se manteria esse comportamento em um eventual novo mandato, Pivetta afirmou que pretende transformar essa postura em uma cultura dentro da administração estadual.

“Queremos uma cultura de vida pública, de gestão pública. Ela está implementada aqui em Lucas do Rio Verde. Já era assim no nosso tempo e é assim que nós vamos fazer no Estado. Vamos nos esforçar para criar essa cultura, deixar esse legado no Estado”, disse.

Para Pivetta, estruturas e recursos públicos precisam estar voltados prioritariamente à população, e não à autoridade que ocupa temporariamente o cargo.

“O que precisa, a polícia tem que estar onde o povo está. A segurança pública, os serviços, o bem-estar têm que estar onde o povo está”, afirmou.

Na sequência, reforçou que pretende preservar o estilo pessoal mesmo ocupando o principal cargo político de Mato Grosso.

“Serei um governador de sandália. Serei um governador simples, austero, que vai botar o Estado para servir o cidadão. É isso que eu vou fazer.”

A declaração resume a imagem que Pivetta tentou levar às urnas neste domingo: depois de uma campanha marcada por confrontos políticos, crescimento nas pesquisas e ataques concentrados na reta final, o governador chegou ao local de votação pregando simplicidade e deixando de lado qualquer discurso de eleição definida.

Ao mesmo tempo, não escondeu a confiança.

Caso a maioria necessária venha neste domingo, Pivetta afirmou que pretende encerrar imediatamente o período eleitoral e retomar o ritmo administrativo. Caso Mato Grosso tenha que voltar às urnas para escolher o governador em segundo turno, garante estar preparado para uma nova campanha.

“Tem muita coisa para fazer. Mato Grosso é um Estado das oportunidades, o Estado de Mato Grosso tem muito para fazer e nós vamos continuar, orientados por Deus e ouvindo as pessoas”, afirmou.

Pivetta disse ainda considerar uma responsabilidade cuidar dos cerca de quatro milhões de habitantes do Estado e afirmou estar honrado com a possibilidade de continuar à frente do Executivo.

“É uma tarefa importante cuidar de quatro milhões de mato-grossenses que hoje habitam Mato Grosso. Eu me sinto muito honrado em ter essa possibilidade de cuidar de todos os mato-grossenses.”

Ao final, entre a possibilidade de liquidar a eleição neste domingo e a disposição de enfrentar mais uma rodada nas urnas, Pivetta deixou a votação em Lucas do Rio Verde sustentando que, qualquer que seja o resultado, pretende manter o estilo que apresentou durante a campanha: menos aparato em torno do governador e maior direcionamento da estrutura pública para a população.

“Vamos trabalhar com alegria, servindo o nosso povo, entregando o que o Estado pode entregar. Eu tenho certeza que Mato Grosso vai ser, muito em breve, o melhor Estado da gente para se viver”, concluiu.

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