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Por Nayara Cristina
Presidente da Assembleia e do Podemos em Mato Grosso afirma esperar votação histórica após campanha estadualizada e aposta no reconhecimento do trabalho realizado nos últimos quatro anos
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), votou na manhã deste domingo (4), em Jaciara, município onde mantém sua principal base eleitoral, e chegou às urnas demonstrando confiança na conquista de mais um mandato. Apesar das pesquisas que o colocaram em posição de destaque na disputa proporcional, o parlamentar evitou antecipar o resultado e resumiu o momento com uma frase: “Agora é a hora da colheita”.
Candidato à reeleição, Max chegou ao local de votação em meio a uma movimentação intensa de eleitores. Ao conversar com a imprensa, chamou a atenção para as filas e para o grande número de pessoas nas escolas, mas ponderou que a movimentação não necessariamente significa aumento expressivo do comparecimento, já que o eleitor precisa registrar seis votos neste primeiro turno.
Segundo o deputado, a ausência da chamada “colinha” pode aumentar consideravelmente o tempo de permanência diante da urna eletrônica.
“No começo estava feliz porque achei que o pessoal ia comparecer em massa. Depois fiquei com a dúvida, porque são seis votos. Muita gente acaba não trazendo a colinha e demora um pouco mais na votação. Por isso falamos bastante da importância da colinha”, afirmou.
A votação em Jaciara também carrega forte simbolismo político para Max Russi. Foi no município e no Vale do São Lourenço que o parlamentar consolidou sua trajetória antes de ampliar sua atuação para diferentes regiões de Mato Grosso.
“Jaciara sempre me abraçou, sempre me deu oportunidade de chegar à Assembleia e representar bem Jaciara e o Vale do São Lourenço. Estou trabalhando em todo Mato Grosso, foi um mandato de muitas entregas e agora estou exercendo o direito ao voto”, declarou.
Presidente da Assembleia Legislativa e uma das principais lideranças do Podemos no Estado, Max chega à eleição de 2026 depois de uma campanha que buscou ultrapassar os limites de sua base histórica. A estratégia passou por agendas em diferentes municípios, aproximação com lideranças regionais e uma forte ofensiva política na reta final.
Nos últimos dias antes da abertura das urnas, o deputado concentrou parte dessa mobilização em Cuiabá. A chamada “Caravana 20000” percorreu regiões populosas da Capital, incluindo Tijucal, Pedra 90 e Grande CPA, com caminhadas, trio elétrico e contato direto com moradores.
A estratégia reforçou uma característica que Max procurou imprimir à campanha: transformar a estrutura política construída ao longo do mandato em presença direta nas ruas. Paralelamente à própria candidatura, o deputado trabalhou na organização do Podemos e na tentativa de ampliar a representação partidária tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal.
Esse movimento dá à eleição deste domingo um peso que vai além da disputa individual de Max por mais um mandato. Como presidente estadual da sigla, o parlamentar também acompanha o desempenho da chapa proporcional montada pelo partido e o tamanho da bancada que poderá sair das urnas.
A construção partidária ganhou força ao longo de 2026, período em que Max assumiu posição de protagonismo dentro do Podemos e trabalhou na formação de candidaturas e alianças municipais. Na reta final, além de buscar votos para sua reeleição, passou a dividir agendas com nomes do partido e a defender o fortalecimento da legenda no Estado.
Mesmo diante das projeções favoráveis à sua candidatura, Max adotou cautela ao ser questionado sobre levantamentos que o colocaram entre os nomes mais competitivos na corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia.
“Pesquisa não ganha eleição. O que ganha é voto. E voto não empata. É só depois que abrir as urnas”, afirmou.
O parlamentar, entretanto, não escondeu a expectativa de sair das urnas com uma votação expressiva.
“Esperamos que as pesquisas se concretizem, que a gente possa ter uma grande votação, fazer história, ser um deputado bem votado pelo trabalho que nós fizemos e que o povo reconheça esse trabalho, essa atuação durante esses quatro anos. Nós nos dedicamos bastante”, disse.
Foi neste momento que Max utilizou a expressão que sintetizou sua chegada ao dia da eleição.
“Agora é a hora da colheita. Como dizem, a gente planta uma semente e agora, na eleição, é a hora da colheita. Esperamos fazer uma boa colheita, ter um bom resultado e poder continuar trabalhando por Mato Grosso.”
Além da disputa eleitoral, Max ressaltou o caráter democrático da votação e defendeu que o peso do voto é exatamente o mesmo independentemente da condição econômica ou social do eleitor.
“Nada é mais importante na democracia do que o voto. Todo mundo vale um. O mais simples, o mais poderoso, o mais rico, vale um. O importante é o voto consciente, o voto analisado”, declarou.
Ao entrar para votar, o presidente da Assembleia disse que faria suas escolhas e aguardaria a abertura das urnas antes de qualquer comemoração. A expectativa é que o resultado deste domingo também ajude a dimensionar o novo tamanho político de Max Russi dentro de Mato Grosso e a força do projeto partidário que ele passou a comandar.
“Vou exercer esse meu direito agora fazendo boas escolhas. À tarde, se Deus abençoar, se Deus permitir, fazer uma grande festa, uma grande comemoração”, concluiu.
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