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Por Emerson Teixeira
Três criminosos invadiram estabelecimento no CPA IV após um deles fingir ser cliente; dois foram baleados durante confronto com policiais e o terceiro acabou preso.
Uma madrugada de terror terminou com dois criminosos baleados e um terceiro preso durante um assalto à clínica veterinária e pet shop Patas e Cia, localizada no bairro CPA IV, em Cuiabá. O crime ocorreu por volta das 0h40 desta quarta-feira (21 de outubro), quando três homens invadiram o estabelecimento, ameaçaram profissionais, fizeram duas funcionárias reféns e exigiram transferências bancárias via PIX.
A ação criminosa foi interrompida por policiais militares do 3º Batalhão, acionados pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) após uma denúncia de roubo em andamento.

Segundo informações registradas pela Polícia Militar, os criminosos utilizaram uma estratégia para conseguir entrar na clínica, que oferece atendimento veterinário 24 horas. Um dos envolvidos, identificado como José Vilke, chegou primeiro ao estabelecimento e solicitou atendimento, passando-se por cliente.
Assim que a porta foi aberta, os comparsas Alex de Oliveira e Carlos Henrique apareceram e anunciaram o assalto. Os três passaram a ameaçar os profissionais que estavam trabalhando durante a madrugada.
Os criminosos roubaram pertences pessoais, incluindo aparelhos celulares e joias, e obrigaram funcionárias a realizar transferências bancárias por meio do PIX. As vítimas relataram momentos de medo e tensão enquanto permaneciam sob o controle dos assaltantes.
Quando os policiais chegaram ao estabelecimento, encontraram Alex de Oliveira tentando escapar pelo telhado da clínica. Conforme o boletim de ocorrência, os militares determinaram que ele interrompesse a fuga, mas o suspeito teria desobedecido às ordens e ameaçado atirar contra a equipe.
Diante da ameaça relatada pelos policiais, um militar efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo a perna esquerda de Alex. Mesmo ferido, ele ainda teria tentado continuar a fuga.
Durante a varredura no interior do imóvel, os policiais localizaram os médicos veterinários Jhean Hugo e Vanúbia Moizes Tavares em uma sala de cirurgia. Eles informaram que outro criminoso permanecia no estabelecimento, armado, mantendo duas funcionárias reféns.
Os militares continuaram as buscas e encontraram Carlos Henrique saindo de um cômodo com um objeto semelhante a um revólver. Conforme a versão policial, o suspeito não obedeceu à ordem de parada e se virou em direção à equipe, momento em que um dos militares efetuou um disparo que atingiu seu tórax.
Depois da abordagem, os policiais verificaram que o objeto utilizado pelo suspeito era um simulacro de arma de fogo, conhecido como arma falsa.
As duas funcionárias foram encontradas em estado de choque. Aos policiais, relataram que haviam sido ameaçadas, tiveram seus celulares levados e foram coagidas a realizar transferências bancárias durante o assalto.
Na continuidade da operação, os militares encontraram José Vilke escondido atrás de uma porta em outro cômodo da clínica. Ele foi abordado e detido sem registro de disparos contra ele.
De acordo com o levantamento policial, os três suspeitos chegaram à clínica utilizando duas motocicletas. Uma delas foi deixada em uma rua lateral, enquanto a outra ficou estacionada em frente ao estabelecimento.
A Polícia Militar também constatou que Alex de Oliveira e Carlos Henrique utilizavam tornozeleiras eletrônicas vinculadas ao sistema prisional e possuíam registros criminais. A informação indica que os dois já estavam submetidos a monitoramento eletrônico antes da ocorrência.

Após os disparos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro aos feridos. Alex e Carlos foram encaminhados ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceram sob atendimento médico e escolta policial.
Até a divulgação das informações da ocorrência, não havia confirmação oficial sobre o estado de saúde atualizado dos dois baleados.
Durante as buscas e abordagens, os policiais recuperaram um aparelho celular pertencente a uma das vítimas, uma aliança, uma corrente de ouro e R$ 289,50 em dinheiro.
Parte dos objetos roubados, no entanto, ainda não havia sido localizada. O registro policial também não esclareceu os valores efetivamente transferidos pelas vítimas por meio do PIX nem se as quantias foram recuperadas ou bloqueadas.
José Vilke foi encaminhado à Central de Flagrantes, juntamente com um representante da clínica, para prestar esclarecimentos e formalizar os procedimentos relativos à ocorrência. Alex também foi apresentado à autoridade policial após receber atendimento médico.
O caso foi registrado inicialmente como roubo, desobediência e resistência. A Polícia Civil ficará responsável pela investigação, incluindo a apuração das circunstâncias do crime, da participação individual dos suspeitos e da destinação dos valores e objetos subtraídos.
A atuação policial impediu a continuidade do assalto e resultou na detenção dos três envolvidos. Apesar do susto e das ameaças, não há informação de que os profissionais da clínica tenham sido atingidos por disparos de arma de fogo.
A ocorrência também deverá esclarecer se os três suspeitos possuem ligação com outros roubos registrados na região da Capital.
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