OUTUBRO ROSA

MT realiza 18,5 mil mamografias em sete meses e amplia exames contra câncer de mama na rede estadual

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MT realiza 18,5 mil mamografias em sete meses e amplia exames contra câncer de mama na rede estadual

JB News

Por Nayara Cristina

A rede pública de saúde de Mato Grosso realizou 18.567 mamografias entre janeiro e julho de 2026, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde neste domingo (11 de outubro). Os números foram apresentados durante a campanha Outubro Rosa, que mobiliza serviços públicos e instituições de saúde para ampliar a conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

O levantamento revela a dimensão da demanda por exames preventivos no estado. Durante todo o ano de 2025, foram registradas 33.217 mamografias em Mato Grosso, segundo os sistemas de informação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A comparação exige cautela porque os números de 2026 abrangem apenas os sete primeiros meses do ano, enquanto os de 2025 contemplam doze meses completos.

No Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, foram realizadas 3.837 consultas ginecológicas e 3.732 atendimentos com mastologistas entre janeiro e agosto deste ano.

Entre janeiro e setembro, a unidade também realizou 1.934 mamografias bilaterais e 2.750 ultrassonografias, abrangendo exames mamários, pélvicos e transvaginais.

Outro avanço ocorreu no Hospital Central de Alta Complexidade, administrado pelo Einstein Hospital Israelita. A unidade começou a realizar mamografias em 15 de setembro e, até 5 de outubro, já havia atendido 245 mulheres.

Entre 10 de junho e setembro, o Hospital Central também realizou 55 cirurgias de mastologia oncológica. O atendimento ocorre mediante encaminhamento e regulação das pacientes pelo sistema estadual.

O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) também participa da rede de assistência. A unidade, que completou 20 anos na quarta-feira (7), atendia 70 pacientes diagnosticadas com câncer de mama, em acompanhamento pré ou pós-operatório, na data do balanço.

O centro disponibiliza terapias individuais e coletivas, hidroterapia e sutiãs pós-mastectomia às mulheres que passaram por retirada da mama.

O secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, destacou a importância de ampliar o acesso aos exames e identificar alterações ainda nas fases iniciais das doenças.

O diagnóstico precoce é considerado decisivo para melhorar as possibilidades de tratamento e reduzir complicações. Entre os sinais de alerta estão o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama, retração do mamilo e secreções espontâneas.

A orientação é que mulheres com sinais suspeitos procurem uma unidade básica de saúde para avaliação profissional, independentemente da idade.

Além das campanhas de conscientização, o desafio da rede pública envolve garantir rapidez entre a realização dos exames, a confirmação diagnóstica e o início do tratamento.