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Por Emerson Teixeira
Jovem de 22 anos não possui CNH e teria provocado outra colisão antes do acidente fatal; após abandonar o carro, ele fugiu sem prestar socorro
O motorista apontado como responsável pela colisão que matou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, foi identificado pela Polícia Civil. O suspeito, de iniciais H.J.F.C., tem 22 anos, não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e registra passagem policial por violência doméstica em Goiânia (GO).
As informações foram confirmadas por fontes policiais. Até o momento, o jovem não havia sido localizado. A expectativa é de que ele se apresente ainda nesta segunda-feira (31) à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), responsável pela investigação.
A BMW envolvida no acidente não pertence ao suspeito. A Polícia Civil deverá apurar em quais circunstâncias ele teve acesso ao automóvel, quem é o proprietário e se houve autorização para que o jovem conduzisse o veículo mesmo sem habilitação.
O acidente fatal ocorreu por volta de 0h50 de domingo (30), no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Rua Joaquim Murtinho, na região central de Cuiabá.
De acordo com o boletim de ocorrência, Paulo Messias trafegava de motocicleta quando foi atingido pela BMW. Com a violência do impacto, o jovem sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.
Antes de atingir a motocicleta de Paulo, o motorista da BMW já teria se envolvido em outra colisão com uma motocicleta. Mesmo após o primeiro acidente, ele teria deixado o local e continuado trafegando pela Avenida Isaac Póvoas.
Na sequência, ao chegar ao cruzamento com a Rua Joaquim Murtinho, o condutor atingiu a motocicleta pilotada por Paulo. Depois da segunda colisão, ele não permaneceu no local para prestar socorro ou fornecer esclarecimentos às autoridades.
O motorista seguiu com a BMW até as proximidades do Hospital Municipal Santa Casa de Cuiabá, onde abandonou o veículo. Em seguida, fugiu a pé.
A BMW foi localizada, apreendida e encaminhada ao pátio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). O automóvel deverá passar por perícia para auxiliar na reconstituição da dinâmica das colisões.
A Deletran investiga as circunstâncias do acidente, a velocidade em que o veículo trafegava e a conduta adotada pelo motorista antes e depois da morte do motociclista. Também deverá esclarecer se houve consumo de bebida alcoólica ou de outra substância, hipótese que ainda depende de comprovação.
O fato de o suspeito não possuir CNH, a ocorrência de uma possível colisão anterior e a fuga sem prestação de socorro deverão ser considerados durante a investigação. O caso permanece sob apuração da Polícia Civil.
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