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Por Nayara Cristina
Mato Grosso encerrou a safra 2025/2026 com um novo recorde na produção de grãos. O Estado alcançou 115,51 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em comparação com as 112,60 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.
Os números consolidados fazem parte do 12º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento e colocam novamente Mato Grosso na liderança da produção agrícola brasileira.
O maior destaque da temporada ficou por conta do milho. A produção mato-grossense chegou a 57,96 milhões de toneladas, superando inclusive o volume de soja colhido no Estado.
Na temporada anterior, o milho havia registrado 54,92 milhões de toneladas. O crescimento foi de aproximadamente 5,5%.
A expansão ocorre em meio ao fortalecimento do consumo interno do cereal, principalmente pela indústria de etanol de milho instalada em Mato Grosso, além da demanda para fabricação de ração e das exportações.
A soja, apesar de continuar sendo uma das principais commodities do Estado em geração de receita e exportação, fechou a safra com 51,62 milhões de toneladas, avanço de aproximadamente 0,6% sobre o ciclo anterior.
Somadas, soja e milho responderam por aproximadamente 109,58 milhões de toneladas, quase 95% de todos os grãos produzidos em Mato Grosso durante a temporada.
O algodão apresentou movimento diferente. A produção de pluma encerrou o ciclo em aproximadamente 2,80 milhões de toneladas, retração de 1,7% na comparação com o período anterior.
O tamanho da produção mato-grossense ganha ainda mais dimensão quando comparado ao resultado nacional. O Brasil deve encerrar a temporada com aproximadamente 361,7 milhões de toneladas de grãos, também um recorde.
Isso significa que Mato Grosso, sozinho, respondeu por cerca de 32% da produção brasileira.
No país, a área cultivada chegou a aproximadamente 83,5 milhões de hectares, expansão de 1,7%. Soja e milho também estabeleceram recordes nacionais: a soja alcançou estimativa de 180,4 milhões de toneladas e o milho, considerando as três safras, chegou a aproximadamente 144 milhões de toneladas.
Em Mato Grosso, o desempenho do milho reforça uma transformação econômica que vem acontecendo dentro do próprio agronegócio estadual. Além de exportar grandes volumes do cereal, o Estado passou a processar uma parcela crescente da produção para fabricação de etanol, farelos e outros produtos derivados.
Com o encerramento da safra recorde, as atenções agora passam para o próximo ciclo. Custos de produção, preços das commodities, comportamento das chuvas e condições de crédito devem continuar entre os principais fatores acompanhados pelos produtores durante o planejamento da próxima temporada.