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Por nay Cristina
Camile e a pequena Sofia estavam em um carro com outras quatro pessoas da mesma família; veículo capotou após bater contra uma Blazer em Diamantino
Uma tragédia familiar marcou a tarde deste sábado (17 de outubro) na BR-364, em Diamantino, na região médio-norte de Mato Grosso. Uma mulher identificada como Camile e sua filha Sofia, de apenas 11 anos, morreram após uma violenta colisão entre um Chevrolet Prisma prata e uma Chevrolet Blazer branca, nas proximidades de um dos acessos à comunidade de Córrego Grande. Outras quatro integrantes da mesma família, incluindo uma bebê e outra criança, ficaram feridas e precisaram ser hospitalizadas.
O acidente aconteceu por volta das 13h20 e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar. A força da batida provocou o capotamento do Prisma, que acabou parando no acostamento da rodovia. Mãe e filha não resistiram aos ferimentos.
No veículo estavam seis pessoas da mesma família. Além de Camile e Sofia, viajavam outras duas filhas da mulher, sendo uma bebê e uma criança, além da mãe e da irmã de Camile. As quatro sobreviventes foram retiradas do local e encaminhadas ao Hospital São João Batista, em Diamantino, onde receberam atendimento médico.
Até a última atualização das informações, não havia boletim oficial detalhando o estado de saúde das quatro sobreviventes. Também não foram divulgadas informações sobre a gravidade dos ferimentos sofridos pela bebê, pela outra criança e pelas duas mulheres hospitalizadas.
A tragédia atingiu três gerações de uma mesma família. Enquanto Camile e Sofia perderam a vida, a avó, a tia e as duas crianças sobreviveram à colisão e foram encaminhadas para atendimento hospitalar.
DINÂMICA DA COLISÃO
A outra caminhonete envolvida no acidente, uma Chevrolet Blazer branca, era conduzida por um homem identificado pelas iniciais L.L., que estava acompanhado da esposa e de uma criança. Os três ocupantes não sofreram ferimentos graves, conforme as primeiras informações sobre a ocorrência.
Em relato prestado após o acidente, o motorista da Blazer afirmou que trafegava no sentido Posto Zuli–Diamantino, enquanto o Chevrolet Prisma seguia na direção contrária.
Segundo a versão apresentada pelo condutor, nas proximidades de uma das entradas do Córrego Grande, o Prisma teria realizado uma manobra para acessar a estrada vicinal, momento em que os dois veículos colidiram.
O impacto foi suficientemente forte para provocar o capotamento do automóvel ocupado pela família. O Prisma saiu da posição original na pista e terminou imobilizado no acostamento.
A versão apresentada pelo motorista da Blazer ainda deverá ser confrontada com os levantamentos técnicos da ocorrência. Até o momento, não existe conclusão oficial sobre a responsabilidade pela colisão, nem confirmação de eventual excesso de velocidade, falha mecânica ou desrespeito às normas de trânsito.
RESGATE E INVESTIGAÇÃO
Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas, com apoio da Polícia Militar, que também atuou no atendimento à ocorrência.
A prioridade das equipes foi o resgate das sobreviventes e o encaminhamento das quatro familiares feridas ao hospital.
As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes. O trabalho de investigação deverá considerar as condições da rodovia, a posição dos veículos, a manobra relatada por um dos motoristas e os vestígios deixados pela colisão.
O acidente chama atenção pela quantidade de pessoas de uma mesma família envolvidas e, principalmente, pela morte de uma mãe e sua filha de apenas 11 anos.
Até o fechamento desta reportagem, apenas os primeiros nomes de Camile e Sofia haviam sido divulgados. As autoridades ainda não haviam informado os nomes completos das vítimas, detalhes sobre os procedimentos funerários ou atualização oficial das condições clínicas das quatro sobreviventes.