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Por Nayara Cristina
Contrato previsto para impedir comunicações clandestinas dentro das unidades prisionais teve redução de R$ 19,5 milhões em relação ao orçamento inicial da licitação.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), homologou uma licitação de R$ 39.799.999,80 para implantação de um sistema de bloqueio de sinais de comunicação em unidades prisionais do estado. A medida busca impedir o funcionamento de celulares, equipamentos de radiocomunicação, redes Wi-Fi e conexões utilizadas por drones, reforçando o controle sobre comunicações não autorizadas dentro dos estabelecimentos penitenciários.
O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (28 de outubro), com a adjudicação e homologação do Pregão Eletrônico nº 007/2026 em favor da empresa Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda.
O valor homologado representa uma redução de aproximadamente R$ 19,52 milhões em relação ao orçamento de referência de R$ 59,318 milhões apresentado na abertura do procedimento licitatório. A diferença equivale a um desconto de cerca de 32,9%.
A redução representa economia em relação ao valor inicialmente estimado para a contratação, mas não corresponde a recursos já economizados em pagamentos efetivos, uma vez que a homologação é uma etapa anterior à execução contratual.
A contratação contempla a implantação, operação e manutenção de equipamentos especializados capazes de restringir sinais de comunicação em áreas previamente definidas dos estabelecimentos prisionais.
A iniciativa tem como principal objetivo dificultar a utilização de aparelhos celulares por pessoas privadas de liberdade, uma das preocupações recorrentes das autoridades responsáveis pela segurança penitenciária.
Mesmo submetidos à custódia do Estado, integrantes de organizações criminosas podem tentar manter contato com pessoas em liberdade por meio de equipamentos introduzidos irregularmente nos presídios.
Essas comunicações podem ser utilizadas para transmitir ordens, organizar atividades ilícitas, realizar ameaças, praticar extorsões e articular crimes fora das unidades.
A instalação de bloqueadores pretende reduzir essa possibilidade, criando barreiras tecnológicas à transmissão e ao recebimento de sinais nas áreas alcançadas pelos equipamentos.
O sistema previsto também contempla tecnologias relacionadas à comunicação por rádio e Wi-Fi, além de recursos voltados à restrição de conexões utilizadas por drones.
A preocupação com aeronaves remotamente pilotadas está relacionada à possibilidade de utilização desses equipamentos para transportar objetos proibidos ou estabelecer formas alternativas de comunicação nas proximidades de estabelecimentos penitenciários.
A eficácia de um sistema dessa natureza depende de fatores como a potência dos equipamentos, as características das edificações, a localização das antenas e a capacidade de adaptação às tecnologias de comunicação disponíveis.
Também exige cuidados técnicos para evitar interferências indevidas em serviços de telecomunicações utilizados pela população, por órgãos públicos e por equipes de emergência nas áreas próximas.
Por isso, a implantação deve observar as normas aplicáveis ao uso do espectro de radiofrequências e os requisitos técnicos exigidos pelos órgãos reguladores.
A homologação da licitação ocorre em um contexto de reforço das ações de segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso.
Na segunda-feira (26), a Sejus iniciou a Operação Muralha, com revistas simultâneas nas 42 unidades prisionais do estado para localizar celulares, drogas e outros materiais proibidos.
Enquanto as revistas buscam identificar e retirar objetos irregulares já introduzidos nos estabelecimentos, os bloqueadores representam uma medida tecnológica destinada a restringir o funcionamento de equipamentos de comunicação que eventualmente permaneçam no interior das unidades.
As duas iniciativas possuem finalidades complementares, embora a publicação da homologação não estabeleça uma relação operacional direta entre elas.
O investimento também deverá exigir acompanhamento da administração estadual durante a instalação e o funcionamento dos equipamentos, especialmente quanto à cobertura efetiva das áreas previstas, à manutenção dos sistemas e à disponibilidade contínua do serviço.
O resultado oficial da licitação identifica a Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda. como vencedora do procedimento.
A informação é relevante porque referências preliminares divulgadas durante o andamento do certame mencionavam outra denominação empresarial. Para fins de identificação da vencedora, prevalece o resultado formal de adjudicação e homologação publicado pelo Estado.
Apesar da definição da empresa e do preço final, a homologação não significa que todos os equipamentos já tenham sido instalados ou que o sistema esteja em funcionamento.
A formalização do contrato, a emissão das ordens de serviço e a execução das etapas de implantação deverão observar os procedimentos administrativos correspondentes.
O resultado publicado também não permite estabelecer, por si só, quais unidades receberão os equipamentos primeiro, quantos estabelecimentos serão contemplados ou o prazo necessário para concluir a implantação.
Essas informações são fundamentais para dimensionar o alcance efetivo do investimento e verificar se a cobertura abrangerá unidades de diferentes regiões de Mato Grosso.
O sistema penitenciário estadual possui estabelecimentos distribuídos pela capital, região metropolitana e interior, com estruturas físicas e necessidades operacionais distintas.
A adoção de bloqueadores de comunicação representa um investimento de grande porte em tecnologia penitenciária e deverá ser acompanhada por mecanismos de fiscalização que permitam verificar se os serviços contratados estão sendo efetivamente prestados.
Também será necessário avaliar a capacidade dos equipamentos de acompanhar mudanças nas tecnologias de telefonia e transmissão de dados durante a execução contratual.
Com a homologação do Pregão Eletrônico nº 007/2026, o Governo de Mato Grosso conclui uma etapa decisiva da contratação de quase R$ 40 milhões destinada a restringir comunicações clandestinas nos presídios.
O próximo passo será a formalização e a execução do serviço, quando poderão ser verificados o cronograma de instalação, as unidades beneficiadas e os resultados práticos da tecnologia no controle das comunicações dentro do sistema penitenciário estadual.
milhões para bloquear celulares e drones nos presídios de MT
Contrato previsto para impedir comunicações clandestinas dentro das unidades prisionais teve redução de R$ 19,5 milhões em relação ao orçamento inicial da licitação.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), homologou uma licitação de R$ 39.799.999,80 para implantação de um sistema de bloqueio de sinais de comunicação em unidades prisionais do estado. A medida busca impedir o funcionamento de celulares, equipamentos de radiocomunicação, redes Wi-Fi e conexões utilizadas por drones, reforçando o controle sobre comunicações não autorizadas dentro dos estabelecimentos penitenciários.
O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (28 de outubro), com a adjudicação e homologação do Pregão Eletrônico nº 007/2026 em favor da empresa Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda.
O valor homologado representa uma redução de aproximadamente R$ 19,52 milhões em relação ao orçamento de referência de R$ 59,318 milhões apresentado na abertura do procedimento licitatório. A diferença equivale a um desconto de cerca de 32,9%.
A redução representa economia em relação ao valor inicialmente estimado para a contratação, mas não corresponde a recursos já economizados em pagamentos efetivos, uma vez que a homologação é uma etapa anterior à execução contratual.
A contratação contempla a implantação, operação e manutenção de equipamentos especializados capazes de restringir sinais de comunicação em áreas previamente definidas dos estabelecimentos prisionais.
A iniciativa tem como principal objetivo dificultar a utilização de aparelhos celulares por pessoas privadas de liberdade, uma das preocupações recorrentes das autoridades responsáveis pela segurança penitenciária.
Mesmo submetidos à custódia do Estado, integrantes de organizações criminosas podem tentar manter contato com pessoas em liberdade por meio de equipamentos introduzidos irregularmente nos presídios.
Essas comunicações podem ser utilizadas para transmitir ordens, organizar atividades ilícitas, realizar ameaças, praticar extorsões e articular crimes fora das unidades.
A instalação de bloqueadores pretende reduzir essa possibilidade, criando barreiras tecnológicas à transmissão e ao recebimento de sinais nas áreas alcançadas pelos equipamentos.
O sistema previsto também contempla tecnologias relacionadas à comunicação por rádio e Wi-Fi, além de recursos voltados à restrição de conexões utilizadas por drones.
A preocupação com aeronaves remotamente pilotadas está relacionada à possibilidade de utilização desses equipamentos para transportar objetos proibidos ou estabelecer formas alternativas de comunicação nas proximidades de estabelecimentos penitenciários.
A eficácia de um sistema dessa natureza depende de fatores como a potência dos equipamentos, as características das edificações, a localização das antenas e a capacidade de adaptação às tecnologias de comunicação disponíveis.
Também exige cuidados técnicos para evitar interferências indevidas em serviços de telecomunicações utilizados pela população, por órgãos públicos e por equipes de emergência nas áreas próximas.
Por isso, a implantação deve observar as normas aplicáveis ao uso do espectro de radiofrequências e os requisitos técnicos exigidos pelos órgãos reguladores.
A homologação da licitação ocorre em um contexto de reforço das ações de segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso.
Na segunda-feira (26), a Sejus iniciou a Operação Muralha, com revistas simultâneas nas 42 unidades prisionais do estado para localizar celulares, drogas e outros materiais proibidos.
Enquanto as revistas buscam identificar e retirar objetos irregulares já introduzidos nos estabelecimentos, os bloqueadores representam uma medida tecnológica destinada a restringir o funcionamento de equipamentos de comunicação que eventualmente permaneçam no interior das unidades.
As duas iniciativas possuem finalidades complementares, embora a publicação da homologação não estabeleça uma relação operacional direta entre elas.
O investimento também deverá exigir acompanhamento da administração estadual durante a instalação e o funcionamento dos equipamentos, especialmente quanto à cobertura efetiva das áreas previstas, à manutenção dos sistemas e à disponibilidade contínua do serviço.
O resultado oficial da licitação identifica a Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda. como vencedora do procedimento.
A informação é relevante porque referências preliminares divulgadas durante o andamento do certame mencionavam outra denominação empresarial. Para fins de identificação da vencedora, prevalece o resultado formal de adjudicação e homologação publicado pelo Estado.
Apesar da definição da empresa e do preço final, a homologação não significa que todos os equipamentos já tenham sido instalados ou que o sistema esteja em funcionamento.
A formalização do contrato, a emissão das ordens de serviço e a execução das etapas de implantação deverão observar os procedimentos administrativos correspondentes.
O resultado publicado também não permite estabelecer, por si só, quais unidades receberão os equipamentos primeiro, quantos estabelecimentos serão contemplados ou o prazo necessário para concluir a implantação.
Essas informações são fundamentais para dimensionar o alcance efetivo do investimento e verificar se a cobertura abrangerá unidades de diferentes regiões de Mato Grosso.
O sistema penitenciário estadual possui estabelecimentos distribuídos pela capital, região metropolitana e interior, com estruturas físicas e necessidades operacionais distintas.
A adoção de bloqueadores de comunicação representa um investimento de grande porte em tecnologia penitenciária e deverá ser acompanhada por mecanismos de fiscalização que permitam verificar se os serviços contratados estão sendo efetivamente prestados.
Também será necessário avaliar a capacidade dos equipamentos de acompanhar mudanças nas tecnologias de telefonia e transmissão de dados durante a execução contratual.
Com a homologação do Pregão Eletrônico nº 007/2026, o Governo de Mato Grosso conclui uma etapa decisiva da contratação de quase R$ 40 milhões destinada a restringir comunicações clandestinas nos presídios.
O próximo passo será a formalização e a execução do serviço, quando poderão ser verificados o cronograma de instalação, as unidades beneficiadas e os resultados práticos da tecnologia no controle das comunicações dentro do sistema penitenciário estadual.