Operação Cartório Central

Foragido de investigação sobre “banco paralelo” é preso com armas em Primavera

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Foragido de investigação sobre “banco paralelo” é preso com armas em Primavera

Por Nayara Cristina

Captura é desdobramento de operação que expediu 471 ordens contra estrutura suspeita de tráfico, lavagem e agiotagem

Um investigado de 23 anos, procurado em apuração contra uma facção criminosa, foi preso na manhã desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, no bairro Buritis Universitário, em Primavera do Leste. A captura foi divulgada pela Polícia Civil às 17h03.

A equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos cumpriu prisão preventiva e encontrou duas armas e 18 munições na residência.

Durante a abordagem, os agentes visualizaram munições. Questionado, o homem indicou uma bolsa sobre o armário onde estavam um revólver Taurus calibre .38 e uma arma artesanal calibre .22, ambos carregados.

Além do mandado pendente, houve autuação em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. O investigado foi encaminhado à Central de Flagrantes.

A captura está relacionada à Operação Cartório Central, deflagrada em 14 de janeiro. A investigação identificou suspeitas de utilização de recursos do tráfico em uma estrutura financeira clandestina, descrita como “banco paralelo”.

Na operação original, foram expedidas 471 ordens judiciais pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste: 225 prisões preventivas, 225 buscas e 21 medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores.

As diligências alcançaram Mato Grosso e também Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre e São Paulo. A apuração buscava atingir uma organização suspeita de tráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial.

Os investigadores descreveram divisão de funções, hierarquia e mecanismos próprios de arrecadação, repasses e cobrança de dívidas ilícitas.

Uma das linhas de apuração envolve a utilização de dinheiro do tráfico em empréstimos informais, inclusive a comerciantes, para dissimular a origem dos recursos e ampliar a influência econômica do grupo.

Esse histórico explica o alcance financeiro da investigação, mas não permite atribuir automaticamente todas as condutas ao homem capturado nesta quinta-feira. Sua responsabilidade individual depende dos elementos reunidos no procedimento correspondente.

A prisão preventiva é uma medida cautelar, sujeita à fundamentação judicial e à revisão quando cessam seus motivos. Não representa condenação definitiva.

O flagrante pelas armas constitui uma ocorrência adicional ao cumprimento do mandado. A investigação sobre a facção e a apuração da posse irregular possuem objetos que devem ser individualizados.

A divulgação da captura não apresenta o nome do investigado nem detalha sua função na estrutura financeira. Também não informa o valor de recursos eventualmente atribuídos a ele.