JB News
Por Nayara Cristina
Governador afirma que Estado investiu no sistema durante diferentes administrações municipais, recuperou cerca de 20 poços e agora compra diretamente equipamentos e materiais para ampliar o abastecimento
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rebateu as críticas feitas pelo “Rei dos Porcos” sobre a atuação do Governo de Mato Grosso diante da crise no abastecimento de água em Várzea Grande. Ao ser questionado sobre a acusação de que a gestão estadual teria deixado o município de lado durante oito anos e passado a agir somente no período eleitoral, Pivetta evitou responder diretamente ao adversário e apresentou um balanço das medidas adotadas pelo Estado.
“Eu não vou responder a ele. Vou esclarecer esse tema que você falou, porque acho que é importante”, declarou o governador.
Pivetta ressaltou que o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) é uma autarquia municipal e que, por essa razão, o Governo do Estado atuava conforme as solicitações apresentadas pela prefeitura. Segundo ele, essa cooperação ocorreu durante a administração do ex-prefeito Kalil Baracat e teve continuidade após a posse da prefeita Flávia Moretti.
O governador afirmou que, durante a gestão de Kalil, o município solicitou apoio estadual para a aquisição de equipamentos e intervenções em estações elevatórias e Estações de Tratamento de Água. Conforme Pivetta, o Estado atendeu aos pedidos e chegou a executar duas estruturas, embora ele não tenha especificado, durante a entrevista, quais seriam essas unidades.
“Antigamente, era o prefeito Kalil que solicitava ajuda do Estado para equipamentos, para estação elevatória e para ETA. Nós fizemos, acho, que duas lá. A gente atendia aos pedidos do prefeito. Entrou a nova prefeita e continuamos atendendo aos pedidos dela”, explicou.
Pivetta também disse que o Governo de Mato Grosso já destinou uma quantidade significativa de recursos ao sistema de abastecimento de Várzea Grande por meio do município. Ele, no entanto, afirmou que não tinha, naquele momento, o valor exato dos investimentos realizados.
De acordo com o governador, o modelo de cooperação adotado atualmente é diferente. Em vez de apenas transferir recursos financeiros para a prefeitura ou para o DAE, o Estado passou a comprar diretamente os equipamentos e materiais necessários para melhorar o abastecimento.
“Agora nós fizemos uma aliança um pouco diferente, porque, em vez de passar os recursos, estamos comprando os equipamentos e os materiais necessários para fazer o abastecimento de água”, afirmou.
Entre as ações em andamento, Pivetta destacou a utilização de dois caminhões que pertenciam à Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat). Os veículos estariam sendo empregados na recuperação e reabertura de poços que permaneciam abandonados ou fora de funcionamento no município.
O governador considerou curioso o fato de estruturas avaliadas como viáveis terem permanecido paralisadas e informou que aproximadamente 20 poços já foram recolocados em operação. Apesar de classificá-los inicialmente como “novos poços”, ele esclareceu que as estruturas já existiam, mas estavam desativadas.
“Temos dois caminhões lá, que eram da Metamat, reabrindo poços que estavam parados, poços abandonados. É curioso, você não sabe nem por quê, porque são poços viáveis. Já colocamos para funcionar cerca de 20 poços, que já existiam, mas estavam parados”, disse.
Pivetta demonstrou confiança nos resultados da chamada “Aliança pela Água”, parceria estabelecida entre o Governo do Estado e o município para enfrentar um dos problemas mais antigos de Várzea Grande. Ele projetou uma redução expressiva no número de moradores atingidos pela irregularidade no fornecimento ainda em 2026.
“Estou muito otimista com a nossa Aliança pela Água e vou dizer para vocês: até o final deste ano vai ficar muito pouca gente em Várzea Grande sem abastecimento de água”, prometeu.
A declaração coloca o prazo de dezembro como referência para que a população perceba uma melhora significativa no serviço. O governador, entretanto, não afirmou que o problema será totalmente eliminado, mas assegurou que as ações em execução deverão reduzir de forma considerável a quantidade de famílias sem fornecimento regular.
Ao responder às críticas, Pivetta sustentou que o Estado não passou a atuar em Várzea Grande apenas durante o período eleitoral. Segundo ele, o Governo já auxiliava o município nas administrações anteriores e intensificou a participação com a compra direta de materiais, recuperação de poços e disponibilização de equipamentos para ampliar a oferta de água.
VEJA