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Por Redação
Governador defende equilíbrio entre folha salarial e obras, apresenta resultados na saúde e tenta consolidar discurso de responsabilidade fiscal diante do setor produtivo
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aproveitou o encontro com representantes do setor produtivo nesta quinta-feira (3) para reforçar uma das linhas que pretende carregar durante a campanha pela reeleição: manter o Estado com as contas equilibradas, preservar a capacidade de investimentos e, ao mesmo tempo, construir uma política de valorização dos servidores públicos.
Pivetta participou, no Cenarium Rural, em Cuiabá, do “Diálogos com os Candidatos ao Governo de Mato Grosso”, promovido pela Aliança do Setor Produtivo, que reúne Fecomércio-MT, Famato e Fiemt. O evento foi organizado para apresentar aos candidatos as principais demandas da indústria, do comércio e da agropecuária e ouvir os projetos de cada um para os próximos quatro anos.
Diante de empresários, produtores rurais e lideranças das principais federações econômicas do Estado, o governador buscou reforçar a imagem de uma gestão que pretende continuar investindo, mas sem comprometer o equilíbrio financeiro.
Ao falar sobre o funcionalismo público, Pivetta garantiu que a valorização dos servidores fará parte do projeto de governo. Segundo ele, o ponto de partida, porém, é manter a saúde financeira do Estado e a capacidade de pagar salários e demais compromissos em dia.
“Eu vou pagar em dia as contas, valorizar o servidor e sentar para conversar sem conversa fiada. Quero fazer o que o povo quer que seja feito”, afirmou.
A declaração procura colocar Pivetta em uma posição de equilíbrio num tema que costuma provocar forte pressão durante períodos eleitorais.
De um lado, o governador admite a necessidade de discutir recomposição salarial e valorização das carreiras públicas. Do outro, sinaliza que qualquer avanço deverá respeitar a capacidade financeira do Estado e não poderá comprometer investimentos considerados prioritários.
Pivetta usou a saúde como exemplo desse dilema.
Segundo ele, o Governo precisa administrar simultaneamente a folha de pagamento e a necessidade de concluir hospitais, ampliar contratos com a rede privada e reduzir filas por procedimentos médicos.
“Faz investimento ou administra a folha de pagamento. Tenho que terminar quatro hospitais, botar para funcionar, contratar mais hospitais particulares para prestar serviço. Nós estamos fazendo isso”, declarou.
O governador também voltou a destacar o programa Fila Zero como uma das vitrines da atual gestão.
De acordo com Pivetta, somente neste ano o programa já teria realizado aproximadamente 350 mil procedimentos.
“Nosso Fila Zero, neste ano, já fez 350 mil procedimentos. Não quero ninguém na fila sentindo dor”, disse.
O discurso apresentado ao setor produtivo reforça uma linha política que Pivetta vem tentando consolidar ao longo da campanha: associar continuidade administrativa à manutenção do ritmo de investimentos.
Ao invés de prometer reajustes sem condicionantes, o governador tenta vincular qualquer política salarial ao equilíbrio das contas públicas.
Esse posicionamento também dialoga diretamente com a plateia reunida no Cenarium Rural.
A Aliança do Setor Produtivo organizou o encontro justamente para cobrar dos candidatos propostas voltadas à estabilidade econômica, competitividade e desenvolvimento do Estado. As entidades defendem maior proximidade com a próxima gestão e chegaram a discutir a criação de uma estrutura específica no Governo para manter um canal permanente com os setores econômicos.
Pivetta também afirmou que pretende discutir uma política mais estruturada para o funcionalismo com a candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), servidora pública há cerca de 25 anos.
A presença de Gisela nesse debate tende a ser usada politicamente pela campanha como uma ponte entre o governo e o funcionalismo.
A estratégia de Pivetta é apresentar a valorização dos servidores não como uma promessa isolada de reajuste, mas como parte de uma equação que envolve arrecadação, investimentos, obras e qualidade dos serviços públicos.
É justamente nessa lógica que o governador pretende sustentar seu discurso eleitoral.
Para Pivetta, o Estado precisa continuar investindo e, ao mesmo tempo, manter condições para atender as reivindicações do funcionalismo sem repetir cenários de desequilíbrio financeiro.
Diante do setor produtivo, a mensagem foi clara: a campanha pela reeleição deverá insistir na ideia de que crescimento econômico, capacidade de investimento e valorização do servidor precisam caminhar juntos — mas sempre dentro de uma conta que, segundo ele, precisa fechar.
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