REFERÊNCIA POLÍTICA

Pivetta diz que fez “tudo que a direita sempre defendeu” e usa gestão de Lucas como vitrine política

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Pivetta diz que fez “tudo que a direita sempre defendeu” e usa gestão de Lucas como vitrine política

POSICIONAMENTO POLÍTICO

JBNews

Por Nayara Cristina

Governador cita educação, civismo, saúde, segurança e municipalismo ao definir seu posicionamento ideológico e associa apoio de 133 prefeitos ao modelo de gestão adotado em Mato Grosso

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que sua trajetória na vida pública foi construída em torno de princípios que, segundo ele, sempre estiveram associados à direita. A declaração foi feita durante entrevista ao portal Repórter MT, ao ser questionado sobre qual segmento político representa dentro do campo conservador.

Pivetta respondeu recorrendo principalmente à experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, município que administrou por três mandatos e que costuma apresentar como referência de seu modelo de gestão pública.

“Fiz na minha vida pública tudo que a direita sempre defendeu. Fiz educação de qualidade, civismo nas escolas, sempre fizemos a atenção básica de saúde funcionar com dignidade para todas as famílias”, declarou.

Na entrevista, o governador também associou sua visão política à atuação na área da segurança pública. Ele citou a integração com a polícia comunitária e a atuação da guarda municipal de Lucas do Rio Verde como exemplos de políticas implementadas enquanto esteve à frente do município.

“Fizemos a segurança pública em harmonia com polícia comunitária. Em Lucas, temos a guarda municipal que faz policiamento complementar e tem um dos menores índices de homicídio do Brasil. Fizemos esse modelo lá”, afirmou.

A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral pelo Governo de Mato Grosso e também em um cenário de tentativa dos candidatos de consolidar posições dentro do eleitorado identificado com a direita.

Ao se apresentar como representante desse campo político, Pivetta buscou vincular sua identidade ideológica não apenas a discursos, mas principalmente às ações administrativas realizadas ao longo de sua trajetória como prefeito, vice-governador e atualmente governador.

Outro eixo explorado pelo candidato foi a relação do Governo do Estado com os municípios.

Pivetta recebeu, em agosto, uma carta de apoio assinada por 133 prefeitos mato-grossenses, número que representa mais de 90% dos gestores municipais do Estado. O movimento reuniu prefeitos de diferentes partidos, inclusive integrantes de legendas que não fazem parte formalmente da coligação do governador.

Depois da manifestação coletiva, prefeitos de pelo menos 17 municípios também passaram a divulgar vídeos individuais de apoio à candidatura. Entre eles estavam gestores filiados ao PL, partido do senador Wellington Fagundes, adversário de Pivetta na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Na avaliação de Pivetta, a adesão dos prefeitos está diretamente relacionada à parceria construída entre o Governo do Estado e as administrações municipais nos últimos anos.

Ele classificou esse período como um “ciclo de prosperidade” e afirmou que os gestores municipais teriam percebido mudanças na capacidade de investimento do Estado e no volume de recursos destinados às cidades.

“O que proponho para o Estado de Mato Grosso é isso: aperfeiçoar serviços e o Estado se aproximar cada vez mais dos cidadãos através dos municípios”, declarou.

Pivetta afirmou ainda que pretende ampliar gradualmente as transferências estaduais para as prefeituras caso permaneça no comando do Executivo.

“Os prefeitos sabem disso, porque viveram esse ciclo de prosperidade conosco. A cada ano, quero aumentar ainda mais o repasse dos recursos para que os municípios tenham mais autonomia e os serviços cheguem mais rápido aos cidadãos”, completou.

O discurso reforça uma das principais linhas políticas adotadas pelo governador na campanha: o municipalismo.

Ao defender maior autonomia financeira para as cidades, Pivetta sustenta que parte dos serviços públicos pode chegar com maior rapidez à população quando executada diretamente pelas prefeituras, que estão mais próximas das demandas locais.

A estratégia também ajuda a explicar a aproximação do governador com prefeitos de partidos adversários.

Nas últimas semanas, gestores filiados ao MDB, PSB, PRD e ao próprio PL declararam apoio à sua reeleição, mesmo sem suas legendas integrarem oficialmente a coligação eleitoral de Pivetta.

Ao colocar a própria trajetória administrativa como argumento para se definir politicamente, Pivetta tenta consolidar a imagem de um candidato identificado com a direita pela gestão, especialmente nas áreas de educação, segurança pública, saúde básica, responsabilidade administrativa e fortalecimento dos municípios.

A declaração também ocorre em um momento em que a disputa pelo eleitorado conservador ocupa espaço central na eleição estadual, com diferentes candidaturas buscando demonstrar proximidade com esse segmento.

Pivetta, por sua vez, sustenta que sua identificação deve ser medida principalmente pelo histórico administrativo.

“Fiz na minha vida pública tudo que a direita sempre defendeu”, resumiu.

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