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Da redação
Nivaldo de Almeida era investigado com a esposa e a filha por suspeita de prestar suporte financeiro e operacional a integrantes de uma organização criminosa
O pastor Nivaldo de Almeida, um dos investigados pela Polícia Civil no âmbito da Operação Fariseus, morreu na manhã de sábado (5), em decorrência de complicações provocadas por um câncer. O sepultamento foi realizado no domingo (6).
Nivaldo era investigado ao lado da esposa, Orminda Barcelos Almeida, e da filha, Rhavenna Barcelos de Almeida. Conforme a apuração policial, os três teriam participado de um esquema destinado a prestar apoio financeiro, operacional e logístico a integrantes de uma facção criminosa.
Segundo a Polícia Civil, Nivaldo e Orminda teriam recebido recados destinados a membros da organização, transportado dinheiro e disponibilizado contas bancárias para movimentações financeiras. Fotografias encontradas durante a investigação também mostrariam o casal próximo de pessoas apontadas como integrantes da facção, inclusive em registros nos quais aparecem armas.
Outro ponto apurado foi o possível uso indevido de um projeto de evangelização desenvolvido dentro de unidades prisionais. A suspeita é de que integrantes do grupo criminoso teriam se aproveitado da atividade missionária para facilitar a troca de informações entre detentos e pessoas que estavam em liberdade.
A investigação não atribuiu participação institucional à igreja. A linha seguida pela Polícia Civil é de que a iniciativa religiosa teria sido utilizada por alguns investigados para estabelecer contatos e executar ações de interesse da organização criminosa.
Durante a Operação Fariseus, Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa preventivamente. Ela foi apontada pelos investigadores como uma das responsáveis pelo suporte operacional e financeiro, além da comunicação com integrantes da facção.
A Polícia Civil também apurou que Rhavenna teria mantido um relacionamento com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da organização criminosa. Ele é considerado foragido depois de romper a tornozeleira eletrônica.
Ainda de acordo com a investigação, mesmo depois da fuga de “Batman”, Rhavenna teria permanecido em contato com ele e continuado a receber determinações. As suspeitas serão analisadas no decorrer do processo, com garantia do direito de defesa aos investigados.
A Operação Fariseus foi deflagrada depois de mais de um ano de investigação, iniciada a partir de uma denúncia. Ao todo, foram cumpridas 27 ordens judiciais. Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tortura e corrupção de menor.
Com a morte de Nivaldo, a eventual responsabilização criminal atribuída exclusivamente a ele deverá ser encerrada após a confirmação judicial do óbito, uma vez que a morte do investigado extingue a punibilidade. A medida, entretanto, não interfere automaticamente nas apurações e nos processos relacionados aos demais suspeitos, que continuam tramitando conforme as determinações da Justiça.