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Por Nayara Cristina
Candidata ao Governo afirma que pretende reduzir a burocracia, valorizar quem produz dentro da lei e diz que denúncias de corrupção precisam ser apresentadas ao eleitor
A candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) defendeu uma aproximação entre o campo progressista e o agronegócio durante o debate promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), realizado nesta quinta-feira (20). O encontro reuniu cinco postulantes ao Palácio Paiaguás para discutir propostas voltadas ao setor produtivo.
Antes de participar do evento, Natasha reconheceu o peso econômico do agronegócio para Mato Grosso e afirmou que, caso seja eleita, pretende transformar o Estado em parceiro de quem produz, com menos burocracia e maior segurança para os agricultores que respeitam a legislação.
“Sem dúvida, o agronegócio é estratégico. O nosso Estado tem como sua grande fonte de renda o agro e nós precisamos potencializar para que seja cada vez mais. O Estado tem que ser um condutor de menos burocracia e de mais parceria com o agro”, declarou.
A candidata ressaltou que os produtores que trabalham dentro das normas ambientais precisam ser valorizados. Ao abordar a aplicação das regras, Natasha prometeu respeitar integralmente o Código Florestal, mas advertiu que não aceitará práticas realizadas fora da legislação.
“Aquele agricultor que trabalha na legalidade, aquele agricultor que faz tudo certinho, precisa ser valorizado. Eu quero ser e vou ser a governadora da legalidade. Tudo que estiver no Código Florestal, vamos cumprir. Agora, o que estiver fora do Código Florestal também não conte comigo”, afirmou.
Questionada sobre o perfil historicamente conservador dos produtores rurais e a maior proximidade de entidades do setor com candidatos de direita, Natasha disse não se sentir desconfortável. Para ela, o debate ofereceu uma oportunidade de apresentar propostas e romper a ideia de que as forças progressistas seriam adversárias do agronegócio.
“De jeito nenhum. Acho que este é um espaço democrático para mostrarmos nossas ideias e para que as pessoas saibam a que viemos. Precisamos quebrar um pouco esse paradigma de que as forças progressistas estão contra o agro. De jeito nenhum. Nós estamos e sempre estaremos juntos”, garantiu.
Natasha também comentou sua participação no primeiro debate eleitoral, realizado ao lado de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL). Ela negou que tenha combinado qualquer estratégia com o senador para concentrar ataques contra Pivetta, que disputa a reeleição.
Segundo a candidata, o formato do encontro, que reuniu apenas três concorrentes, limitou as opções de confronto. Natasha afirmou que seu objetivo principal era apresentar sua trajetória pessoal e profissional aos eleitores.
“Não houve nenhum movimento estratégico nesse sentido. Como éramos apenas três, não havia muita opção para fazer perguntas. A ideia era me apresentar. As pessoas precisam ter curiosidade de saber quem é a doutora Natasha, essa mulher, médica, mãe, empresária e professora”, explicou.
Apesar disso, a candidata sustentou que não poderia ignorar as investigações e suspeitas envolvendo diferentes áreas da administração estadual. Ela voltou a falar em um “mar de escândalos” e afirmou que assuntos relacionados à aplicação dos recursos públicos precisam fazer parte da campanha.
“Não dá para não falar dos escândalos, da descabida corrupção e do mar de escândalos em que está o nosso Estado”, disparou.
Natasha também revelou que, durante o debate anterior, dirigiu críticas a Wellington Fagundes. Ela defendeu que o senador permaneça em Brasília para evitar que seu primeiro suplente, o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, assuma a vaga no Senado.
“Eu falei: senador Wellington, que o senhor fique em Brasília, porque ninguém quer o Mauro Carvalho, que é o seu primeiro suplente e foi, até a semana passada, secretário da Casa Civil, o secretário mais poderoso do Estado. Que Mato Grosso eleja a primeira mulher governadora”, declarou.
Ao ser questionada se pretende apresentar novas denúncias durante a campanha, Natasha afirmou que não possui documentos ou provas em mãos neste momento. Ela citou, entretanto, casos e investigações relacionados às áreas da Educação, Saúde, MT Participações e Projetos (MT Par) e ao acordo envolvendo a empresa Oi.
“As denúncias estão aí. Tem para todo gosto: Educação, Saúde, MT Par e Oi. Devem vir outras operações. Eu não vou denunciar nada porque não tenho absolutamente nada em mãos neste momento. Mas, se tiver, também vou denunciar, porque o cidadão precisa saber o que está acontecendo antes de escolher, desde que sejam denúncias com fundamento”, concluiu.
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