CHAPÉU: BASTIDORES DA ELEIÇÃO
JBNews
Por Nayara Cristina
Candidato ao Governo do Paraná grava vídeo com senador em São Paulo e afirma que correligionário “será um grande governador”; manifestação ocorre em meio à busca das campanhas por apoios de lideranças de projeção nacional
A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou mais um componente nacional nesta reta final da campanha eleitoral. O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) declarou apoio ao senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Palácio Paiaguás, durante encontro realizado nesta quarta-feira (23), em São Paulo.
A manifestação foi registrada em vídeo e divulgada publicamente. Ao lado de Wellington, Moro fez referência ao número eleitoral do PL e à convivência dos dois no Senado Federal.
“Vamos apoiar o 22 lá em Mato Grosso. O Wellington Fagundes, nosso amigo lá no Senado Federal, vai ser um grande governador”, declarou Moro.
Wellington respondeu imediatamente à manifestação do correligionário e vinculou as duas candidaturas estaduais. “Tamo junto, Moro! É 22 lá, 22 aqui”, afirmou.
O movimento acrescenta um novo capítulo à disputa por apoios políticos de projeção nacional na eleição mato-grossense. Moro disputa o Governo do Paraná pelo PL, enquanto Wellington concorre em Mato Grosso pela mesma legenda e tem Reinaldo Morais (Novo) como candidato a vice-governador.
A declaração também ocorre em um momento em que Wellington procura ampliar as manifestações públicas em favor de sua candidatura para além das lideranças partidárias de Mato Grosso.
No último dia 15 de setembro, o pastor Silas Malafaia também declarou apoio à chapa formada por Wellington e Reinaldo. Em vídeo direcionado aos eleitores de Mato Grosso, Malafaia associou a candidatura a bandeiras como família, liberdade, pátria e valores cristãos e pediu votos para o número 22.
A movimentação nacional ocorre paralelamente às articulações internas da campanha em Mato Grosso. A aliança entre PL e Novo passou por um período de tensão neste mês depois que candidatos proporcionais do Novo manifestaram insatisfação com o cumprimento de acordos relacionados ao apoio às campanhas para deputado estadual e federal.
A insatisfação chegou ao ponto de integrantes da chapa proporcional discutirem a possibilidade de obter autorização partidária para apoiar outros candidatos ao Governo. O candidato a vice Reinaldo Morais, entretanto, declarou posteriormente que a aliança com Wellington permanecia mantida. Segundo informações divulgadas no período, uma reunião com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, tratou das reivindicações apresentadas pelos candidatos do Novo.
Ao mesmo tempo, a composição política da eleição de Mato Grosso apresenta apoios cruzados entre lideranças partidárias e candidaturas ao Governo, fazendo com que as campanhas também busquem demonstrações externas de força política.
O próprio apoio de Moro surge nesse ambiente. Além de integrar o mesmo partido de Wellington, o ex-juiz e senador pelo Paraná construiu convivência política com o mato-grossense no Senado. Agora, ambos disputam governos estaduais pelo PL.
A manifestação gravada em São Paulo transforma essa relação em apoio eleitoral explícito. Moro pediu diretamente apoio ao candidato mato-grossense e Wellington respondeu vinculando as duas campanhas pelo número 22.
Com a declaração, Wellington soma o nome de Moro às manifestações nacionais recebidas durante a campanha, enquanto mantém a agenda de articulação em Mato Grosso ao lado de Reinaldo Morais e das direções do PL e do Novo.
A entrada de lideranças nacionais no debate eleitoral também mostra que a disputa pelo Palácio Paiaguás ultrapassou as articulações exclusivamente estaduais nesta fase da campanha. A menos de duas semanas da votação de outubro, candidatos e partidos intensificam agendas, gravações e encontros com lideranças de outros estados numa tentativa de associar suas candidaturas a nomes conhecidos nacionalmente.
No caso de Wellington, a mensagem de Moro foi direta: além de pedir apoio ao número 22 em Mato Grosso, o candidato paranaense afirmou acreditar que o senador mato-grossense “vai ser um grande governador”. A declaração passa a integrar o conjunto de apoios públicos apresentados pela campanha de Wellington na reta final da eleição.
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