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Mauro cobra Senado contra Moraes: “O Brasil não aguenta mais ver escândalos”

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Mauro cobra Senado contra Moraes: “O Brasil não aguenta mais ver escândalos”

JB News

Por Redação

Candidato defende apuração das denúncias envolvendo o ministro e o Banco Master e promete trabalhar pelo fim da vitaliciedade no STF

O candidato ao Senado Mauro Mendes elevou o tom contra a falta de reação dos senadores diante das denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ao classificar as suspeitas como “gravíssimas”, Mauro cobrou investigação rigorosa e afirmou que a posição ocupada por uma autoridade não pode servir de proteção contra a apuração de sua conduta.

A cobrança coloca a atuação do Senado no centro do discurso eleitoral de Mauro. Além de exigir providências dos atuais parlamentares, o candidato vinculou sua entrada na disputa à disposição de enfrentar integrantes da cúpula do Judiciário e defendeu uma mudança nas regras de permanência dos ministros na Suprema Corte.

“O Brasil não pode continuar assistindo a isso. O Brasil não aguenta mais ver escândalos acontecendo e, depois, serem colocados de lado enquanto o Senado não age, não faz nada. O Senado é o único órgão que pode conter esses absurdos. É por isso que eu sou candidato ao Senado”, declarou.

As denúncias mencionadas pelo candidato tratam de supostos contatos entre Vorcaro e Moraes e de contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro. Na cobrança, Mauro citou mensagens atribuídas ao banqueiro que, segundo ele, levantam suspeitas sobre pedidos de informações e tentativas de interferência em investigações, além de referências a encontros, viagens e benefícios. O conteúdo dessas alegações e a eventual existência de irregularidades dependem de apuração.

Para Mauro, o ministro precisa prestar esclarecimentos, e o Senado não pode permanecer à margem da discussão. Ele sustentou que, caso as suspeitas sejam comprovadas, as condutas seriam incompatíveis com a responsabilidade de um integrante da Suprema Corte.

Ao defender providências, o candidato também procurou associar sua trajetória em Mato Grosso à postura que pretende adotar em Brasília. A mensagem foi acompanhada de uma cobrança para que os atuais senadores não transfiram à próxima legislatura a responsabilidade de examinar as denúncias.

“Já mostrei muitas vezes que tenho coragem. Já enfrentei muita coisa aqui em Mato Grosso, e muita gente sabe disso. Enfrentei e entreguei resultados. Mas espero que não seja preciso chegar ao ano que vem para mudar dois terços do Senado e trazer pessoas novas, com mais coragem”, afirmou.

Na sequência, Mauro defendeu a abertura de um processo e o acompanhamento das provas antes da adoção de medidas contra os envolvidos.

“Os atuais senadores têm o dever de abrir um processo, dar continuidade, acompanhar as investigações e as provas para tomar uma atitude para tirar de lá pessoas que não representam o próprio Supremo Tribunal Federal nem o Brasil”, disse.

A fala combina pressão imediata sobre o Senado com um argumento de campanha: o de que a renovação da Casa deve ser acompanhada de maior disposição para fiscalizar autoridades. Mauro, porém, afirmou que a resposta às denúncias não deveria depender do resultado das urnas nem da posse dos eleitos no próximo ano.

O candidato também levou a discussão para uma mudança estrutural no STF. Defensor do fim da vitaliciedade, afirmou que trabalhará pela definição de mandato para os ministros, impedindo que a permanência no cargo se estenda por décadas.

“Eu defendo mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é razoável que uma pessoa possa permanecer décadas em um dos cargos mais poderosos da República. Eu vou trabalhar no Senado para que os ministros tenham mandato e para que o cargo deixe de ser vitalício”, declarou.

Ao reunir a cobrança por investigação e a defesa de mandatos, Mauro apresenta duas frentes para sua atuação, caso seja eleito: pressionar pela responsabilização de autoridades quando houver provas de irregularidades e alterar as regras de permanência na Corte. O eixo do discurso é que nenhum cargo público deve tornar seu ocupante intocável.