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Da redação
Candidata a deputada federal propõe medidas de prevenção a fraudes bancárias, empréstimos indevidos, golpes digitais e abuso patrimonial
Uma ligação aparentemente inofensiva, uma mensagem enviada por alguém que se passa por familiar ou um empréstimo contratado sem autorização podem comprometer, em poucos minutos, a renda construída durante toda uma vida. Para ampliar a proteção da população idosa, a candidata a deputada federal Katiuscia Manteli (Podemos) defende medidas de prevenção e resposta rápida contra crimes financeiros.
A proposta abrange fraudes bancárias, empréstimos indevidos, golpes digitais e casos de abuso patrimonial, inclusive quando praticados por pessoas próximas à vítima. Katiuscia destaca que os criminosos costumam explorar a confiança e a falta de familiaridade de parte dos idoso com as novas tecnologias.
“Não estamos falando apenas de dinheiro. Estamos falando da aposentadoria que paga os remédios, a alimentação e as despesas da casa. Quando um idoso é vítima de um golpe, também perde a tranquilidade, a confiança e, muitas vezes, a própria autonomia”, afirma.
Entre as medidas defendidas estão o fortalecimento das campanhas de orientação, a criação de canais simplificados para denúncias e bloqueios, além de protocolos mais ágeis para interromper operações suspeitas e apurar empréstimos ou movimentações não reconhecidas.
Para Katiuscia, bancos e instituições financeiras também precisam ampliar os mecanismos de segurança, especialmente diante de transações incompatíveis com comportamento habitual do cliente idoso.
“Não é justo que a vítima precise enfrentar uma longa burocracia enquanto o criminoso movimenta o dinheiro rapidamente. A resposta deve começar assim que a fraude for comunicada, com atendimento acessível, bloqueio preventivo e investigação eficiente”, defende.
A candidata também alerta para o abuso patrimonial, uma violência que pode ocorrer silenciosamente dentro da própria família. Retenção de cartões, apropriação da aposentadoria, pressão para assinar documentos e contratação de empréstimos sem consentimento são algumas das situações que precisam ser identificadas e denunciadas.
“O idoso não pode ser tratado como alguém que não tem voz ou capacidade de decidir sobre a própria vida. Envelhecer não retira direitos. Precisamos garantir informação, segurança e acolhimento para que nenhuma vítima tenha medo ou vergonha de pedir ajuda”, ressalta.