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Da redação
Restos foram localizados por trabalhador na tarde de terça-feira no bairro Ipase; Polícia Civil e Politec foram acionadas e perícia deverá tentar identificar a vítima e esclarecer há quanto tempo o material estava enterrado
Uma escavação realizada nas obras de implantação do BRT em Várzea Grande terminou com uma descoberta que mobilizou as autoridades na tarde desta terça-feira (15). Uma ossada com características humanas foi encontrada enterrada no trecho onde trabalhadores atuavam na abertura da nova pista, no bairro Ipase.
O achado ocorreu na Rua Presidente Arthur Bernardes, nas proximidades do supermercado Comper. Um dos trabalhadores realizava a escavação quando percebeu a presença dos ossos no material retirado do solo. O ponto integra a área atingida pelas intervenções do novo sistema de transporte coletivo.
Diante da possibilidade de se tratar de restos mortais humanos, os trabalhos naquele ponto foram interrompidos e as autoridades acionadas. A área foi destinada aos levantamentos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos que poderão esclarecer a origem da ossada.
O material deverá passar por exames periciais. Entre as principais questões a serem esclarecidas estão se todos os ossos encontrados são efetivamente humanos, a identidade da pessoa, sexo, estimativa do período em que os restos permaneceram enterrados e, na medida em que o estado de conservação permitir, elementos relacionados à causa e às circunstâncias da morte. Até a manhã desta quarta-feira (16), essas respostas ainda não haviam sido divulgadas.
A descoberta chama atenção principalmente porque os restos estavam sob uma área urbana que agora passa por escavações profundas em razão das obras do BRT. Neste momento, porém, não há informação oficial que permita estabelecer quando ou de que maneira a ossada foi parar naquele ponto.
Também não há confirmação de que o achado esteja relacionado a homicídio, desaparecimento ou qualquer outro crime. Essa definição dependerá dos exames da Politec e das diligências conduzidas pela Polícia Civil.
A localização dos restos abre agora uma investigação que deverá começar pela própria identificação. A perícia poderá analisar características antropológicas e outros elementos preservados e, caso haja material adequado, utilizar exames complementares para tentar estabelecer a identidade.
Os investigadores também poderão cruzar os resultados periciais com registros de pessoas desaparecidas, caso os elementos encontrados permitam estabelecer características compatíveis. Até agora, entretanto, não existe identificação oficial nem indicação pública de uma possível vítima.
Outro ponto que permanece sem resposta é há quanto tempo a ossada estava enterrada. A condição dos restos mortais, o solo e outros vestígios encontrados no entorno serão importantes para que os peritos tentem construir uma estimativa.
O caso ficará sob investigação da Polícia Civil. Somente depois dos primeiros resultados da perícia será possível determinar se a descoberta feita durante as obras do BRT revela um crime ocorrido no local, restos depositados posteriormente ou outra circunstância ainda desconhecida.
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