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Por Emerson Teixeira
Policial civil teria se irritado com o barulho dos veículos, efetuado disparos para o alto e ameaçado uma pessoa durante encontro em Água Boa
O investigador da Polícia Civil Evandro Rosa dos Santos foi preso em flagrante após ser acusado de efetuar disparos de arma de fogo e ameaçar uma pessoa durante um evento de som automotivo em Água Boa, a 736 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada na madrugada de sábado (22).
Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 2h para atender a uma denúncia de disparos em uma área de loteamento situada nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Testemunhas relataram que Evandro chegou ao local em um veículo, sacou uma pistola e efetuou vários tiros para o alto. Os disparos provocaram correria e tumulto entre as pessoas que participavam do encontro.
Ainda segundo as informações repassadas à Polícia Militar, o investigador demonstrava irritação com o volume do som dos veículos e apresentava comportamento alterado. Depois dos tiros, ele deixou a área antes da chegada da equipe policial.
Durante as buscas no local indicado pelas testemunhas, os militares encontraram cinco cápsulas de munição calibre 9 milímetros. O material foi recolhido e anexado ao registro da ocorrência.
Pouco tempo depois, o investigador retornou ao loteamento e foi reconhecido pelos participantes como o responsável pelos disparos. De acordo com o boletim, Evandro admitiu aos policiais que havia atirado.
Durante a abordagem, uma pistola Glock G19, calibre 9 milímetros, além de carregador e munições, foi apreendida. O armamento foi encaminhado à delegacia para as providências necessárias.
Uma das vítimas contou que, além dos disparos para o alto, teve a pistola apontada em sua direção. Segundo o relato, o investigador teria ameaçado atirar caso a pessoa se aproximasse.
Evandro foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Água Boa, onde a prisão em flagrante foi formalizada pelos crimes de disparo de arma de fogo em via pública e ameaça.
A Polícia Civil informou que a Corregedoria-Geral da instituição foi comunicada sobre o episódio. O órgão deverá analisar a conduta do servidor e adotar as medidas administrativas cabíveis, independentemente da apuração criminal.
O caso continuará sendo investigado para esclarecer todas as circunstâncias dos disparos e da ameaça relatada pela vítima. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa do investigador.