OPERAÇÃO FUGAZI

Desgaste: Após operação da PF, Max Russi vê caminho aberto para abertura CPI dos consignados em Mato Grosso ”Já temos algumas assinaturas”

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Desgaste: Após operação da PF, Max Russi vê caminho aberto para abertura CPI dos consignados em Mato Grosso ”Já temos algumas assinaturas”

JB News

Por Nayara Cristina e Ayla Mara

“A operação da PF fortalece muito o debate da CPI”, diz Max Russi após ver caminho aberto para investigação dos consignados em Mato Grosso

A deflagração da Operação Fugazi pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (15), elevou o nível das investigações sobre um suposto esquema de fraudes em operações de crédito consignado e provocou forte repercussão política em Mato Grosso. Durante a sessão matutina da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que a ofensiva da PF abre caminho para o avanço da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados, ao considerar que a operação representa um fato novo capaz de fortalecer as investigações no âmbito estadual.

Segundo Max Russi, a atuação da Polícia Federal altera significativamente o cenário em torno do caso, principalmente diante da possibilidade de envolvimento de empresas que operaram no mercado de consignados em Mato Grosso e da eventual participação de agentes públicos. Para o parlamentar, caso essas informações sejam confirmadas ao longo das investigações, a Assembleia Legislativa terá o dever de aprofundar a apuração por meio da CPI, que já reúne assinaturas para sua instalação.

O presidente da Assembleia afirmou que, até então, havia cautela quanto à abertura da comissão em razão do calendário eleitoral deste ano. Entretanto, a Operação Fugazi, conduzida pela Polícia Federal com mandados expedidos pela Justiça Federal, fortaleceu sua convicção de que o Legislativo estadual deve exercer seu papel fiscalizador e acompanhar de perto os desdobramentos da investigação.

Max Russi destacou que o caso dos consignados é um dos temas mais sensíveis enfrentados pelo serviço público mato-grossense nos últimos anos, afetando diretamente milhares de servidores ativos, aposentados e pensionistas. Segundo ele, a Assembleia já havia debatido o assunto em legislaturas anteriores, quando foram propostas medidas para endurecer o controle sobre as operações de crédito consignado. Parte dessas medidas, contudo, acabou sendo derrubada judicialmente, retirando mecanismos que, na avaliação do parlamentar, poderiam ter evitado a dimensão do problema atualmente investigado.

Ao comentar a operação, o presidente da Assembleia afirmou que, havendo confirmação do envolvimento de empresas que atuaram no sistema de consignados em Mato Grosso e de agentes públicos, a CPI terá a obrigação de aprofundar as investigações, identificando responsabilidades administrativas, políticas e eventuais falhas na fiscalização dos contratos.

A Operação Fugazi cumpre mandados judiciais para investigar um grupo suspeito de fraudar operações de crédito consignado, com diligências realizadas em Mato Grosso e outros estados. As investigações apuram possíveis irregularidades na concessão de empréstimos e cartões consignados, além de outros crimes relacionados ao sistema de crédito destinado a servidores públicos.

Para Max Russi, a atuação da Polícia Federal marca uma nova fase nas investigações e reforça a necessidade de que a Assembleia Legislativa acompanhe os desdobramentos do caso, oferecendo respostas aos servidores públicos que afirmam ter sido prejudicados e contribuindo para o esclarecimento de um dos maiores escândalos envolvendo o sistema de consignados no Estado.

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