FORAGIDO NO JUDICIÁRIO

Condenado a 13 anos por estupro de vulnerável é preso enquanto trabalhava dentro do Juizado Criminal de Cuiabá

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Condenado a 13 anos por estupro de vulnerável é preso enquanto trabalhava dentro do Juizado Criminal de Cuiabá

FORAGIDO NO JUDICIÁRIO

Condenado por estupro é preso trabalhando dentro de Juizado de Cuiabá; caso levanta dúvidas sobre vínculo com a Justiça

Homem tinha condenação de 13 anos e seis meses pela Justiça de Rondônia; Polícia Civil não divulgou identidade nem informou como ele passou a exercer atividades na unidade judicial

Um homem condenado a 13 anos e seis meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável foi localizado e preso enquanto desempenhava atividades profissionais nas dependências do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Cuiabá. A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta quinta-feira, 15 de outubro, durante o balanço de uma ação conjunta com a Polícia Federal que resultou na captura de oito foragidos da Justiça em menos de 48 horas.

A prisão chama atenção pelo fato de o condenado exercer atividades dentro de uma unidade do próprio Poder Judiciário, apesar da existência de uma condenação criminal expedida pela Justiça de Rondônia.

O comunicado oficial não esclarece se o homem atuava como servidor público, funcionário terceirizado, prestador de serviços ou em outra condição profissional. Também não informa há quanto tempo ele frequentava as dependências do Juizado nem qual atividade efetivamente exercia.

A identidade do condenado não foi divulgada pela Polícia Civil. O órgão também não forneceu idade, iniciais, número do processo ou detalhes sobre a data em que a condenação foi proferida.

A operação foi coordenada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), com apoio da Polícia Federal, e teve como objetivo localizar pessoas procuradas por decisões judiciais.

Segundo a Polícia Civil, entre os oito capturados estão investigados e condenados por crimes de elevada gravidade, incluindo feminicídio qualificado, estupro de vulnerável, tráfico de drogas, associação para o tráfico, tráfico interestadual, violência doméstica e roubo qualificado.

A força-tarefa teve como foco o cumprimento de mandados de prisão e a localização de pessoas que permaneciam fora do alcance das autoridades.

No episódio envolvendo o condenado por estupro, a circunstância da prisão abre espaço para questionamentos sobre os critérios de acesso e contratação de profissionais que exercem atividades dentro de unidades judiciárias.

Uma das principais questões é esclarecer qual era o vínculo do homem com o Juizado Especial Criminal e se havia mecanismos de verificação de antecedentes ou de mandados judiciais pendentes.

A Polícia Civil não informou se o Tribunal de Justiça de Mato Grosso já tinha conhecimento da situação nem se foi instaurada alguma apuração administrativa relacionada ao caso.

Por isso, embora a prisão dentro da unidade judicial esteja confirmada, ainda não existem elementos públicos suficientes para afirmar que tenha ocorrido irregularidade na contratação ou falha específica de fiscalização.

Após o cumprimento das ordens de prisão, os oito capturados foram conduzidos às unidades policiais responsáveis pelos procedimentos legais e encaminhados à audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.

O caso deverá exigir esclarecimentos adicionais sobre a situação funcional do condenado, sobretudo em razão da gravidade do crime pelo qual foi sentenciado e do ambiente institucional onde foi localizado.