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Por Emerson Teixeira
Uma mulher identificada como Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, morreu após ser perseguida e esfaqueada no peito dentro de uma mercearia no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, na noite desta segunda-feira (19 de outubro). O ataque foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento comercial. O suspeito fugiu após o crime, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar horas depois.

Segundo informações preliminares, a vítima corria desesperada por uma rua do bairro, gritando por socorro enquanto tentava escapar do agressor. Na tentativa de se proteger, entrou em uma mercearia, onde havia uma funcionária no caixa. O homem, entretanto, continuou a perseguição e invadiu o estabelecimento.
As imagens do circuito de monitoramento mostram o momento em que o suspeito entra atrás da mulher, pega uma faca que estava em uma prateleira do próprio comércio e desfere um golpe contra o peito da vítima. Após o ataque, ele deixa o local.
De acordo com o aspirante a oficial da Polícia Militar Santos Moraes, a vítima e o suspeito seriam pessoas em situação de rua e teriam discutido antes do crime. Informações iniciais indicam que os dois mantinham um relacionamento. O homem era conhecido pelo apelido de “Tata” e, conforme relatos preliminares, utilizava tornozeleira eletrônica. Essa circunstância ainda depende de confirmação oficial.

A mulher sofreu uma grave hemorragia e recebeu os primeiros atendimentos de equipes do Corpo de Bombeiros, que realizaram procedimentos de reanimação durante aproximadamente 40 minutos. Em estado gravíssimo, ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande.
Na unidade hospitalar, a vítima sofreu uma parada cardíaca. Diante da gravidade do quadro, a equipe médica realizou uma intervenção de emergência, com abertura do tórax e massagem cardíaca diretamente no coração, conseguindo restabelecer temporariamente os batimentos cardíacos.
Apesar dos esforços dos profissionais de saúde e das manobras realizadas para salvar sua vida, Regiane não resistiu à gravidade do ferimento e teve a morte confirmada no hospital.
Informações preliminares também levantaram a possibilidade de a vítima estar grávida no momento do ataque. Até a manhã desta terça-feira (20), entretanto, não havia confirmação oficial dessa circunstância, que deverá ser esclarecida pelos exames periciais.
Após o crime, equipes da Polícia Militar, incluindo integrantes do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão, realizaram buscas pela região. A faca utilizada no ataque foi apreendida. Horas depois, o suspeito foi localizado e preso, sendo encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O homem também foi identificado em uma das primeiras publicações como Luciano. A identificação civil completa e a situação judicial do investigado ainda não haviam sido oficialmente esclarecidas.

As imagens das câmeras de segurança deverão integrar o conjunto de provas analisadas pela Polícia Civil. Os investigadores também deverão apurar a relação entre os envolvidos, as circunstâncias da discussão que antecedeu o ataque e a motivação do assassinato.
O caso é tratado inicialmente como feminicídio, diante dos indícios de violência praticada contra a mulher em contexto de relacionamento. A definição formal do enquadramento criminal caberá à autoridade policial responsável pela investigação.
A morte de Regiane provocou mais um episódio de violência extrema contra a mulher em Várzea Grande, desta vez dentro de um estabelecimento comercial onde a vítima procurou abrigo para escapar do agressor.