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Por Nayara Cristina
As obras do BRT começam a transformar o cenário urbano de Cuiabá e Várzea Grande em uma nova etapa de execução. Com o avanço dos serviços de infraestrutura, os motoristas já precisam redobrar a atenção, uma vez que novas intervenções no trânsito passaram a ser implantadas nesta semana em importantes corredores viários das duas cidades. As mudanças envolvem redução temporária de pistas, construção de calçadas e meio-fios, implantação de sinalização, reparos no pavimento e início de novas frentes de trabalho, marcando mais um passo na implantação do sistema de transporte coletivo.
Na região central de Cuiabá, um dos principais pontos de atenção está localizado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e o prédio da Defensoria Pública. Nesse trecho, as equipes trabalham na fase final de implantação do asfalto, o que provoca redução no número de faixas de rolamento em alguns pontos, tanto no sentido Centro quanto no sentido Bairro. A recomendação é que os condutores reduzam a velocidade e respeitem a sinalização provisória instalada durante a execução dos serviços.
Outra frente importante está concentrada entre a sede do CREA e a Praça Ipiranga. No local, as obras avançam para uma etapa de acabamento, com execução de calçadas, implantação de meio-fios, instalação da sinalização viária e colocação dos equipamentos que irão compor a estrutura definitiva do corredor do BRT. A conclusão desses serviços começa a alterar a paisagem da região e já evidencia o novo desenho urbano previsto para o sistema de transporte.
Na sequência do trajeto, entre a Praça Ipiranga e a Avenida 15 de Novembro, as equipes também executam reparos em pontos do pavimento, dando continuidade às adequações necessárias para a conclusão do corredor exclusivo.
Em Várzea Grande, as intervenções também ganham ritmo acelerado. Nesta semana tem início a terraplanagem do trecho que fará a ligação entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon e o novo terminal do BRT no município. Após essa fase, será iniciada a implantação da pavimentação, considerada estratégica para integrar um dos principais acessos ao sistema de transporte coletivo.
Outra mudança importante ocorre com o início da construção das estações de embarque e desembarque em Várzea Grande. A movimentação constante de máquinas, caminhões e trabalhadores poderá provocar intervenções pontuais no trânsito, exigindo atenção redobrada dos condutores que circulam pela região.
Além das obras diretamente ligadas ao corredor do BRT, mudanças viárias já começaram a ser adotadas para garantir maior fluidez durante a execução dos trabalhos. Em Cuiabá, a Rua Guilherme Victorino, localizada paralelamente à Avenida Miguel Sutil, nas proximidades da Todimo Home Center, teve o estacionamento de veículos suspenso por dez dias. A medida foi adotada pela Prefeitura para preservar a capacidade de circulação da via, que passou a funcionar como uma importante rota alternativa para moradores de condomínios e motoristas que utilizam a região enquanto as obras seguem em andamento.
A retirada temporária das vagas de estacionamento busca evitar congestionamentos e aumentar a segurança em uma via que atualmente opera com grande fluxo de veículos devido às intervenções nas avenidas próximas.
As novas etapas demonstram que o empreendimento entra gradativamente em uma fase de conclusão de diversos trechos. Depois da implantação da estrutura pesada do corredor, os trabalhos passam a concentrar esforços em serviços de acabamento, como calçadas, pavimentação definitiva, sinalização horizontal e vertical, instalação de equipamentos urbanos e preparação das futuras estações.
À medida que essas frentes avançam, a população começa a visualizar o novo desenho das avenidas, especialmente em corredores como a Avenida do CPA, a Prainha, a Avenida da FEB e os acessos ao aeroporto de Várzea Grande. Apesar dos transtornos temporários provocados pelas intervenções, a expectativa do Governo de Mato Grosso é concluir as próximas etapas dentro do cronograma anunciado, permitindo que o sistema entre gradativamente em sua fase operacional e represente uma nova configuração para a mobilidade urbana da região metropolitana.