GUERRA DOS NÚMEROS

Atlas põe Wellington à frente, mas empate técnico acirra batalha das pesquisas em MT

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Atlas põe Wellington à frente, mas empate técnico acirra batalha das pesquisas em MT

JB News

Senador aparece com 34,4%, contra 30,8% de Otaviano Pivetta; sucessão de levantamentos divergentes transforma as pesquisas em nova frente da disputa pelo Palácio Paiaguás

A divulgação de mais uma pesquisa eleitoral voltou a embaralhar o cenário da disputa pelo Governo de Mato Grosso e ampliou a guerra de números que passou a ocupar espaço central nas campanhas. O levantamento da AtlasIntel, divulgado nesta sexta-feira (11), coloca o senador Wellington Fagundes (PL) numericamente à frente, mas aponta empate técnico com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Wellington aparece com 34,4% das intenções de voto, enquanto Pivetta registra 30,8%. A diferença entre os dois é de 3,6 pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados, apesar da vantagem numérica do representante do PL.

A médica Doutora Natasha Slhessarenko (PSD) ocupa a terceira colocação, com 23,2%, consolidando-se como uma força capaz de influenciar diretamente a disputa e um eventual segundo turno. Rafael Millas (Missão) aparece com 3,5%, Maurício Coelho (Mobiliza) tem 1,3% e Sargento Laudicério (Agir), 0,7%. Os votos brancos e nulos representam 1,9%, enquanto 4,3% dos entrevistados não souberam responder.

O resultado foi comemorado pelo grupo político de Wellington como demonstração de continuidade da liderança registrada em parte dos levantamentos recentes. A campanha sustenta que o senador vem mantendo desempenho consistente mesmo diante do avanço da estrutura política reunida em torno da candidatura de Pivetta, que concentra o apoio da maioria dos prefeitos e de importantes lideranças estaduais.

A leitura, entretanto, exige cautela. Embora a AtlasIntel coloque Wellington numericamente na primeira posição, outros levantamentos divulgados nas últimas semanas apresentaram resultados diferentes. Enquanto pesquisas como Real Time Big Data, Percent Brasil e Quaest mostraram o candidato do PL à frente, institutos como Paraná Pesquisas e Veritá registraram vantagem para Pivetta. Houve ainda levantamentos que apontaram igualdade numérica ou empate dentro da margem de erro.

Essa sucessão de resultados distintos transformou as pesquisas em uma disputa paralela dentro da própria campanha eleitoral. Cada grupo passou a destacar os levantamentos mais favoráveis e a questionar aqueles que apresentam números adversos. Para o eleitor, o efeito é uma enxurrada de percentuais aparentemente contraditórios, divulgados em intervalos curtos e explorados politicamente como se cada pesquisa representasse um retrato definitivo da eleição.

As diferenças não significam necessariamente que um levantamento esteja certo e outro errado. Pesquisas são fotografias do período em que as entrevistas foram realizadas e podem apresentar variações em razão da metodologia, do tamanho e da distribuição da amostra, da forma de coleta, do questionário aplicado e do momento político vivido durante o trabalho de campo. Por isso, o quadro mais seguro surge da análise do conjunto e da evolução dos resultados, e não da observação isolada de apenas uma sondagem.

Nos cenários de segundo turno testados pela AtlasIntel, Wellington também aparece numericamente à frente. Contra Pivetta, o senador alcança 40,4%, enquanto o governador registra 36,9%. Brancos, nulos e indecisos somam 22,7%. Novamente, a distância de 3,5 pontos mantém os dois em situação de empate técnico.

Em uma disputa contra Doutora Natasha, Wellington chega a 50,9%, diante de 28,9% da candidata do PSD. Outros 20,2% ficam entre votos brancos, nulos e eleitores que não souberam responder. No confronto entre Pivetta e Natasha, o governador aparece com 49,3%, contra 30,7% da médica, enquanto 20% não indicaram voto válido em nenhum dos dois.

A AtlasIntel ouviu 1.209 eleitores entre os dias 4 e 9 de setembro de 2026. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-02766/2026.

A nova rodada confirma que Wellington e Pivetta permanecem no centro de uma disputa apertada, mas também mostra o crescimento de Natasha e a existência de um contingente ainda relevante de eleitores que pode mudar o rumo da eleição. Em meio à guerra das pesquisas, a única certeza é que nenhum número isolado encerra a corrida pelo Palácio Paiaguás.