CORPO ARRASTADO

Ajudante confessa matar pintor com extintor enquanto vítima dormia e é filmado retirando corpo em Sinop

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Ajudante confessa matar pintor com extintor enquanto vítima dormia e é filmado retirando corpo em Sinop

CÂMERA FLAGROU

JB News

Por Emerson Teixeira

O pintor Farison Ferreira da Silva, de 35 anos, foi morto com golpes de extintor de incêndio na cabeça enquanto dormia em um imóvel onde realizava um serviço de pintura, em Sinop. Um ajudante da vítima, de 19 anos, confessou o crime à Polícia Militar e acabou registrado por uma câmera de segurança enquanto arrastava o corpo ensanguentado sobre um colchão e o colocava na carroceria de uma Fiat Strada.

O homicídio ocorreu durante a madrugada de quarta-feira (23). As circunstâncias apresentadas inicialmente pelo próprio suspeito indicam que o ataque teria sido praticado depois de desentendimentos entre os dois.

Farison estava no imóvel realizando um trabalho de pintura e contava com o jovem como ajudante.

Segundo o relato prestado à Polícia Militar, o rapaz aguardou o pintor dormir para atacá-lo. Ele teria pegado um extintor de incêndio e desferido sucessivos golpes contra a cabeça de Farison.

Depois do ataque, o suspeito teria colocado a vítima sobre um colchão e iniciado uma tentativa de retirar o corpo do imóvel sem chamar a atenção.

Parte dessa movimentação, entretanto, foi registrada por uma câmera de segurança.

As imagens mostram o jovem retirando o colchão com o corpo do pintor do interior do imóvel por volta de 0h20.

Durante a gravação, o suspeito aparece puxando o colchão pelo chão. O corpo da vítima apresenta sinais de sangue.

Em determinado momento, ele interrompe a movimentação por alguns segundos e observa a área ao redor. Logo depois, volta a puxar o colchão em direção à picape que seria utilizada para transportar o corpo.

O vídeo registra ainda o momento em que o jovem sobe na carroceria da Fiat Strada e puxa o colchão com Farison para dentro do compartimento de carga.

Após colocar o corpo no veículo, o suspeito deixou o local.

Segundo as informações repassadas à Polícia Militar, ele seguiu pela região da MT-423, rodovia que liga Sinop a Cláudia, e entrou em uma estrada de fazenda.

Foi nessa região rural, entre os dois municípios, que o corpo de Farison acabou abandonado.

Quando a vítima foi encontrada, estava ao lado do colchão utilizado no transporte.

No local também foram encontrados objetos como travesseiro e lençol com manchas de sangue, elementos que passaram a integrar a investigação sobre a dinâmica do homicídio.

Suspeito fala em desentendimentos

Depois de ser localizado, o ajudante confessou à Polícia Militar ter matado Farison e apresentou sua versão para a motivação.

O jovem afirmou que mantinha desentendimentos com o pintor e que estaria ressentido com a maneira como era tratado durante o trabalho.

Ele também mencionou aos policiais um episódio anterior envolvendo o suposto furto de aproximadamente R$ 1,5 mil pertencentes à vítima.

A relação entre esse episódio e o homicídio ainda deverá ser esclarecida pela Polícia Civil.

A declaração do suspeito constitui sua versão inicial sobre o caso e não representa, neste momento, uma conclusão oficial sobre a motivação do assassinato.

A investigação deverá confrontar o depoimento com as imagens de segurança, vestígios encontrados no imóvel, objetos recolhidos na área onde o corpo foi deixado e demais provas obtidas durante a apuração.

Suspeito foi até Cláudia depois de abandonar corpo

Depois de deixar Farison na estrada rural, o rapaz não teria permanecido na região onde abandonou o corpo.

Conforme as informações preliminares, ele seguiu até Cláudia, onde teria ido buscar documentos pessoais.

Posteriormente, retornou para Sinop.

A sequência de deslocamentos também será analisada pelos investigadores para reconstruir os passos do suspeito desde o momento do homicídio até sua localização.

As imagens da câmera de segurança devem ter papel importante na investigação porque registraram uma etapa imediatamente posterior ao crime e mostram a forma como o corpo foi retirado do imóvel.

A Polícia Civil deverá apurar agora toda a dinâmica do assassinato, incluindo o horário exato da morte, a quantidade e a intensidade dos golpes, se houve alguma discussão antes de Farison dormir e se outras pessoas tiveram conhecimento ou participação nos acontecimentos.

Também deverá ser esclarecida a versão apresentada pelo jovem sobre os conflitos anteriores com a vítima e o episódio envolvendo os cerca de R$ 1,5 mil.

O corpo de Farison foi encaminhado para os procedimentos periciais, enquanto os vestígios encontrados tanto no local do homicídio quanto na estrada rural poderão ser submetidos à análise da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Embora o jovem tenha confessado o homicídio à Polícia Militar, caberá à investigação reunir os elementos materiais sobre o caso e esclarecer a motivação e todas as circunstâncias da morte do pintor.

O registro da câmera de segurança, os vestígios de sangue, o colchão utilizado para transportar a vítima e o veículo usado no deslocamento formam parte do conjunto de elementos que poderá ajudar a Polícia Civil a reconstruir o crime ocorrido durante a madrugada em Sinop.

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