HORROR EM VG

Advogado é preso por suspeita de estupro de vulnerável; computador apreendido pode reforçar investigação

· 2 min de leitura
Advogado é preso por suspeita de estupro de vulnerável; computador apreendido pode reforçar investigação

“PRISÃO EM FLAGRANTE”

JB News

Por Emerson Teixeira

O advogado e contador Elias Gomes da Silva, de 67 anos foi preso em flagrante na noite de sábado (18), em Várzea Grande, suspeito de praticar o crime de estupro de vulnerável. O caso, que mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, ganhou ainda mais gravidade após a apreensão de um computador pertencente ao investigado. O equipamento será submetido à perícia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que buscará identificar arquivos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

A ocorrência foi registrada em uma residência localizada na Rua Capelinha, no bairro Ouro Verde, após policiais militares serem acionados para atender uma denúncia de violência sexual. No imóvel, familiares relataram que uma criança de seis anos teria sido vítima de abuso sexual supostamente praticado pelo proprietário da casa.

Durante a ação policial, o suspeito foi encontrado em um quarto da residência. Ao ser informado sobre a denúncia, negou qualquer envolvimento no caso. No entanto, diante das informações colhidas no local e dos indícios apresentados durante a ocorrência, os policiais efetuaram a prisão em flagrante e o conduziram para os procedimentos legais.

Enquanto a ocorrência era registrada, testemunhas afirmaram aos militares que o investigado mantinha em seu computador diversos arquivos de conteúdo sexual. Segundo esses relatos, o equipamento poderia conter imagens e vídeos relevantes para a investigação. Diante da possibilidade de existência de provas digitais, os policiais apreenderam imediatamente o computador, que permanecerá sob custódia da Polícia Civil até a conclusão da perícia técnica.

Durante o procedimento de contenção, o advogado sofreu escoriações e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, onde recebeu atendimento médico e passou por exame de corpo de delito. Após ser liberado, foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil, responsável pela instauração do inquérito.

A expectativa da investigação agora se concentra no trabalho da Politec. Especialistas em perícia digital irão analisar o conteúdo armazenado no computador para verificar se existem arquivos relacionados ao caso ou outros elementos que possam auxiliar no avanço das investigações. A perícia também poderá recuperar eventuais dados excluídos, caso existam, procedimento comum em investigações envolvendo equipamentos eletrônicos.

Além da análise técnica, a Polícia Civil deverá ouvir testemunhas, familiares e reunir novos elementos para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência. Por envolver uma possível vítima menor de idade, os procedimentos seguem sob sigilo e obedecem aos protocolos previstos na legislação brasileira para garantir a preservação da investigação e dos envolvidos.

O advogado é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, cuja pena pode variar de oito a quinze anos de reclusão. Caso a investigação identifique outros delitos, o investigado poderá responder por novas acusações, conforme o resultado das diligências e da perícia.

A Polícia Civil reforça que o inquérito permanece em andamento e que todas as conclusões dependerão da produção de provas técnicas, depoimentos e demais diligências que serão realizadas ao longo da investigação.