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Por Nayara Cristina
Em um momento simbólico para o Poder Judiciário de Mato Grosso, marcado pela recomposição da Corte após aposentadorias e pelos desafios de fortalecer a confiança da população, os magistrados Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Antônio Horácio da Silva Neto tomaram posse, nesta sexta-feira (24), como novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira, que aproveitou o ato para reforçar a mensagem de reconstrução institucional e defender a credibilidade do Judiciário mato-grossense.
A chegada dos dois novos integrantes ocorre em um período de renovação da composição do Tribunal. Agamenon ascendeu ao cargo pelo critério de merecimento, enquanto Antônio Horácio foi promovido por antiguidade para ocupar as vagas abertas após as aposentadorias dos desembargadores Maria Erotides Knaip e Dirceu dos Santos, que deixaram a Corte em razão da idade limite prevista para a magistratura.
Durante a solenidade, Zuquim classificou a posse como um momento de celebração para o Judiciário estadual e destacou a experiência acumulada pelos novos desembargadores ao longo de décadas de atuação na magistratura.
“Hoje é um momento de júbilo. Recebemos dois colegas experientes, que conhecem profundamente a magistratura e chegam para somar ao trabalho desenvolvido pelo Tribunal.”
O presidente ressaltou que o reforço na composição do segundo grau contribuirá diretamente para ampliar a capacidade de julgamento da Corte, que atualmente enfrenta um elevado volume de processos.
“Nosso Tribunal é reconhecido como o mais produtivo do Brasil. Com a chegada desses novos desembargadores, teremos ainda mais condições de atender aos anseios da sociedade com eficiência e celeridade.”
Ao ser questionado sobre os desafios enfrentados pelo Judiciário, Zuquim afirmou que a instituição vive um processo contínuo de evolução, impulsionado por investimentos em tecnologia, modernização administrativa e políticas públicas voltadas ao cidadão.
Segundo ele, o Tribunal vem ampliando sua atuação social por meio da criação de comissões permanentes voltadas à defesa da mulher, da pessoa idosa e de outros segmentos vulneráveis, aproximando cada vez mais o Judiciário da população.
“O Tribunal cresce a cada dia. Estamos investindo em tecnologia, melhorando o atendimento ao cidadão e participando da construção de políticas públicas que contribuam para melhorar a qualidade de vida da sociedade.”
Outro ponto destacado pelo presidente foi a manutenção do chamado Selo Diamante, reconhecimento concedido pelo Conselho Nacional de Justiça aos tribunais com melhor desempenho do país. Zuquim afirmou que a conquista é resultado de um trabalho coletivo desenvolvido ao longo de vários anos e não de uma única gestão.
“Essa conquista foi construída por muitas mãos. Magistrados, servidores e desembargadores fazem parte de uma grande engrenagem. O Judiciário funciona como uma máquina, e cada integrante tem papel fundamental para manter esse padrão de excelência.”
A declaração mais contundente da cerimônia ocorreu quando Zuquim foi questionado sobre a confiança da população no Tribunal de Justiça após os episódios que atingiram a imagem da instituição nos últimos anos, incluindo operações policiais envolvendo magistrados e investigações que colocaram integrantes da Corte sob suspeita.
Sem ignorar o momento vivido pelo Judiciário, o presidente reconheceu que houve situações isoladas, mas assegurou que a instituição trabalha para superar esse período.
“A sociedade pode confiar no nosso Judiciário. Existem situações pontuais, mas elas estão sendo superadas. Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para corresponder às expectativas da população. O Judiciário é o único Poder que garante os direitos da sociedade.”
A posse de Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Antônio Horácio da Silva Neto representa mais do que a ocupação de duas cadeiras no Pleno do TJMT. Em um cenário de renovação institucional, a chegada dos novos desembargadores simboliza a tentativa da Corte de fortalecer sua capacidade de resposta, preservar os índices de produtividade que colocam o Tribunal entre os mais eficientes do país e, principalmente, reconstruir a confiança da sociedade na Justiça mato-grossense.
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