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VG registra R$ 374 mil para implantar 150 mil etiquetas eletrônicas e rastrear patrimônio da Prefeitura

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VG registra R$ 374 mil para implantar 150 mil etiquetas eletrônicas e rastrear patrimônio da Prefeitura

JB News

Por Nayara Cristina

A Prefeitura de Várzea Grande homologou uma Ata de Registro de Preços de R$ 374 mil para adquirir até 150 mil placas patrimoniais equipadas com tecnologia RFID e leitores eletrônicos destinados ao inventário e controle dos bens pertencentes ao Município.

A contratação será feita por meio da Ata de Registro de Preços nº 155/2026, resultado do Pregão Eletrônico nº 38/2026 e do Processo Administrativo nº 62.106/2026.

A vencedora do lote único foi a IBIAEON Contabilidade, Consultoria Patrimonial, Avaliações e Informática Ltda – EPP, inscrita no CNPJ 07.760.399/0001-58.

A ata possui validade de 12 meses.

O valor máximo registrado é de R$ 374 mil.

A contratação foi conduzida pela Secretaria Municipal de Administração e pretende substituir ou complementar formas tradicionais de identificação patrimonial por etiquetas capazes de serem lidas por radiofrequência.

Do total previsto, 40 mil etiquetas RFID serão destinadas a bens metálicos.

Cada unidade foi registrada por R$ 3,99, resultando em um valor máximo de R$ 159,6 mil.

Outras 110 mil etiquetas serão destinadas a objetos não metálicos.

Nesse caso, o preço registrado é de R$ 1,80 por unidade, totalizando até R$ 198 mil.

Somadas, as duas categorias chegam a 150 mil identificadores patrimoniais eletrônicos e R$ 357,6 mil.

Os outros R$ 16,4 mil correspondem à aquisição prevista de dois leitores portáteis RFID, registrados por R$ 8,2 mil cada.

O equipamento indicado na proposta vencedora é o Chainway C72.

Os leitores deverão utilizar tecnologia UHF e permitir a identificação automática e simultânea de múltiplas etiquetas instaladas nos bens públicos.

O Termo de Referência estabelece alcance mínimo de leitura de três metros, dependendo das condições ambientais e do tipo de etiqueta.

Os equipamentos também deverão possuir tela sensível ao toque de pelo menos cinco polegadas, memória RAM mínima de 3 GB, armazenamento interno mínimo de 32 GB e bateria com autonomia mínima de dez horas de uso contínuo.

A Prefeitura exigiu ainda conectividade Wi-Fi, Bluetooth 5.0 ou superior, USB Type-C, GPS/GNSS integrado e sistema operacional Android 11 ou superior, ou equivalente industrial.

Os leitores deverão possuir proteção mínima IP65, resistência a quedas de pelo menos 1,5 metro e homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As etiquetas patrimoniais, por sua vez, poderão trazer impressão personalizada e identificação complementar por código de barras ou QR Code.

A tecnologia RFID permite que os identificadores sejam lidos eletronicamente sem a necessidade de contato físico direto com cada placa.

O objetivo declarado pela Prefeitura é utilizar o sistema nos processos de inventário, logística, almoxarifado e controle patrimonial.

A quantidade prevista é um dos principais dados do procedimento.

Ao registrar preços para até 150 mil etiquetas, o Município estabelece capacidade para identificar eletronicamente um volume expressivo de bens ao longo dos próximos 12 meses.

A ata, contudo, é um registro de preços para aquisição futura e eventual.

Isso significa que os R$ 374 mil constituem o valor máximo registrado, não necessariamente um gasto integral já realizado pela Prefeitura.

As compras dependerão das demandas apresentadas pela administração durante a vigência da ata.

O procedimento havia sido lançado com valor estimado de R$ 394 mil.

A proposta vencedora terminou em R$ 374 mil, uma redução de R$ 20 mil, equivalente a aproximadamente 5,1% sobre a estimativa inicial.

A homologação foi assinada em 17 de setembro pela secretária municipal de Administração, Jaqueline Favetti.

O extrato da ata registra Várzea Grande em 18 de setembro, e a publicação ocorreu na edição de 25 de setembro do Jornal Oficial dos Municípios.

Não há, nos documentos analisados, indicação de irregularidade na contratação.

A dimensão do registro, entretanto, permite acompanhar como a Prefeitura utilizará as 150 mil etiquetas previstas, quais órgãos municipais receberão os equipamentos e quantos bens atualmente compõem o patrimônio inventariado do Município.

Também será possível verificar, durante os 12 meses de validade da ata, quanto dos R$ 374 mil efetivamente será contratado e quantas etiquetas serão adquiridas pela administração municipal.