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Vantagem de Wellington sobre Pivetta despenca de 26 para 8 pontos em nove meses

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Vantagem de Wellington sobre Pivetta despenca de 26 para 8 pontos em nove meses

JB News

Por José Teixeira

A disputa pelo Governo de Mato Grosso apresenta um movimento de aproximação entre os dois principais candidatos no recorte histórico das pesquisas Real Time Big Data. O senador Wellington Fagundes (PL) permanece na liderança, mas a distância para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que chegou a 26 pontos percentuais no fim do ano passado, caiu para oito pontos no levantamento divulgado nesta quarta-feira (12).

De acordo com os números informados da nova pesquisa, Wellington aparece com 34% das intenções de voto, enquanto Pivetta registra 26%. A médica Natasha Slhessarenko aparece com 13%.

A fotografia atual ganha peso quando comparada à sequência dos levantamentos realizados pelo mesmo instituto. Em novembro de 2025, num cenário com os mesmos três nomes, Wellington tinha 44%, Pivetta aparecia com 18% e Natasha somava 6%. Naquele momento, portanto, o senador do PL mantinha uma vantagem de 26 pontos percentuais sobre Pivetta. Os números de novembro são confirmados por levantamento publicado à época pela CNN Brasil. (CNN Brasil)

Em março deste ano, a diferença começou a diminuir. Wellington marcou 43%, enquanto Pivetta avançou para 25% e Natasha chegou aos 12%. A vantagem entre os dois primeiros colocados passou, assim, de 26 para 18 pontos percentuais. O levantamento de março ouviu 1.600 eleitores e tinha margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. (Gazeta do Povo)

O movimento prosseguiu em junho. Wellington recuou para 40%, enquanto Pivetta alcançou 29% e Natasha chegou a 16% no cenário comparável. Com isso, a diferença entre Wellington e Pivetta caiu novamente, desta vez para 11 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 30 de maio e 1º de junho, tinha margem de erro de dois pontos e nível de confiança de 95%. (Estadão MT)

Agora, conforme os dados do levantamento divulgado nesta quarta-feira, Wellington registra 34% e Pivetta 26%, estabelecendo uma distância de oito pontos percentuais.

A série histórica, portanto, mostra uma mudança significativa na dimensão da vantagem. Ela saiu de 26 pontos em novembro para 18 em março, 11 em junho e oito em agosto.

Considerando os extremos dessa série, 18 dos 26 pontos percentuais que separavam Wellington de Pivetta desapareceram em aproximadamente nove meses.

Os movimentos individuais também são distintos. Wellington saiu dos 44% registrados em novembro para os atuais 34%, uma perda nominal de dez pontos percentuais. Pivetta percorreu o caminho inverso: passou de 18% para 26%, acumulando um crescimento nominal de oito pontos no mesmo intervalo.

Apesar da redução da diferença, os números não alteram o fato central da pesquisa: Wellington continua à frente de Pivetta. O que mudou ao longo dos levantamentos foi o tamanho dessa liderança. A comparação histórica indica que a margem construída pelo senador no final de 2025 foi sendo reduzida levantamento após levantamento.

Em novembro, Wellington possuía mais que o dobro das intenções de voto de Pivetta no cenário com Natasha. Em março, essa distância já havia diminuído e, em junho, chegou aos 11 pontos. O levantamento de agosto coloca os dois separados por oito pontos.

Outro dado informado na pesquisa desta quarta-feira chama atenção para o grau de indefinição do eleitorado quando os entrevistados precisam responder sem receber previamente os nomes dos candidatos.

Na pesquisa espontânea, 50% afirmam ainda não saber em quem votar. Wellington é mencionado espontaneamente por 14%, enquanto Pivetta aparece com 10%. Nesse recorte, a distância entre os dois é de quatro pontos percentuais.

O elevado percentual de indecisos na espontânea mostra que, apesar da movimentação registrada na série estimulada, uma parcela expressiva do eleitorado mato-grossense ainda não manifesta espontaneamente uma preferência para o Governo do Estado.

A comparação também deve ser observada considerando que pesquisas eleitorais representam o cenário existente no período em que cada levantamento é realizado e não constituem previsão do resultado das urnas. Além disso, mudanças na composição dos cenários testados e nas candidaturas precisam ser consideradas na leitura das séries históricas.

Até o levantamento de junho, porém, a trajetória já era clara no cenário comparável entre Wellington, Pivetta e Natasha: a vantagem havia caído de 26 para 11 pontos. (Estadão MT) Com os números informados para agosto, a distância chega agora aos oito pontos, mantendo Wellington na liderança, mas em um cenário consideravelmente mais próximo do que aquele registrado no final de 2025.