Cathedral Venalis

Paula Calil defende apuração “Câmara não responde por atos individuais” de vereadores alvos da operação

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Paula Calil defende apuração “Câmara não responde por atos individuais” de vereadores alvos  da operação

JB News

Por Nayara Cristina

Presidente do Legislativo defende apuração rigorosa, respeito à presunção de inocência e afirma que a instituição está à disposição das autoridades.

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), se manifestou nesta terça-feira (20) após a deflagração da Operação Cathedral Venalis, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, que investiga suspeitas de corrupção e irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

A investigação alcançou 15 vereadores, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Na Capital, os parlamentares citados entre os alvos são Ilde Taques (Podemos), eleito recentemente para comandar a Câmara no biênio 2027/2028, e Alex Rodrigues (Podemos).

Diante da repercussão política, Paula Calil divulgou nota oficial ressaltando que possíveis irregularidades cometidas individualmente por vereadores não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo cuiabano.

“A instituição ressalta que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo cuiabano”, destacou a Câmara em nota.

A presidente também reafirmou seu compromisso com a transparência, a ética e a legalidade, defendendo que as investigações sejam conduzidas com responsabilidade, respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência dos envolvidos.

A Câmara informou ainda que está à disposição do Ministério Público e dos demais órgãos responsáveis para colaborar com as investigações e fornecer eventuais informações solicitadas pelas autoridades.

A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira, com o cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Mais de 200 policiais participam da mobilização, que envolve integrantes do Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

As investigações procuram esclarecer suspeitas de um esquema de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e possível cooptação de agentes públicos durante as articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

O episódio investigado envolve a disputa realizada em 14 de maio de 2026, quando Wanderley Cerqueira (MDB) foi reconduzido à presidência do Legislativo várzea-grandense por 12 votos contra 11 recebidos por Lucas do Chapéu do Sol (PL). Posteriormente, a eleição foi anulada após questionamentos judiciais sobre a antecipação do processo eleitoral.

A presença de dois vereadores de Cuiabá entre os alvos da operação ampliou a repercussão do caso na política da Capital, especialmente porque Ilde Taques foi eleito para assumir a presidência da Câmara no próximo biênio.

Até o momento, as autoridades não detalharam publicamente as condutas específicas atribuídas aos dois parlamentares cuiabanos. O cumprimento de mandados de busca e apreensão não significa condenação ou comprovação de envolvimento em crimes.

Apesar da repercussão, Paula Calil assegurou que os trabalhos administrativos e legislativos da Câmara Municipal de Cuiabá continuam normalmente.

“A Câmara segue com suas atividades normalmente, mantendo o compromisso com a população cuiabana e com o exercício responsável de suas funções institucionais”, finaliza a nota oficial.