CHUMBO GROSSO

“Tenho fé que sim”, diz Pivetta ao esperar apoio de Abílio e Flávia Moretti, e chama Wellington de “desprezível” ao rebater críticas ao governo

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“Tenho fé que sim”, diz Pivetta ao esperar apoio de Abílio e Flávia Moretti,   e chama Wellington de “desprezível” ao rebater críticas ao governo

JB News

Por Nayara Cristina

Do Guilherme Augusto

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta afirmou nesta quinta-feira (25) que acredita na possibilidade de receber o apoio político do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), para a disputa ao Governo do Estado em 2026. Embora ambos pertençam ao PL, partido que tem o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Pivetta disse que respeita o tempo de cada liderança, mas demonstrou confiança de que novas adesões ao seu projeto político deverão ocorrer nos próximos meses.

A declaração foi feita após a inauguração do Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso, em Várzea Grande.

Questionado se acredita que poderá contar futuramente com o apoio dos prefeitos Abílio Brunini e Flávia Moretti, ambos do PL, o governador respondeu de forma objetiva.

“Tenho fé que sim. Vamos aguardar. Cada um tem o seu tempo. A gente não faz pressão.”

Segundo Pivetta, apoios políticos não podem ser resultado de pressão ou de acordos de bastidores, mas sim da confiança construída ao longo da convivência administrativa e da entrega de resultados.

“Política é confiança, é esperança, é perspectiva. Não é negócio. Nós não podemos roubar a liberdade das pessoas. Assim como eu quero ser livre, também quero que todos tenham liberdade para tomar suas decisões.”

Ao comentar o assunto, o governador voltou a citar o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que recentemente declarou apoio à sua pré-candidatura mesmo integrando o partido de Wellington Fagundes. Segundo Pivetta, a decisão foi espontânea e fruto da relação institucional construída entre o Governo do Estado e o município.

“Eu disse ao Cláudio que jamais pediria apoio em troca de investimentos. Rondonópolis sempre contribuiu muito com Mato Grosso e o Estado tem obrigação de retribuir com obras e ações. Quando ele sentisse confiança, quando achasse que era o momento, poderia se manifestar. Política não pode ser baseada em troca de favores.”

O governador afirmou acreditar que o movimento iniciado por Cláudio Ferreira poderá ser seguido por outros prefeitos do PL e de diferentes partidos.

“Fiquei muito feliz com essas manifestações. Acredito que virão outros apoios. Todo apoio é muito bem-vindo.”

A entrevista também foi marcada por um momento de forte tensão política quando Pivetta foi questionado sobre as críticas feitas pelo senador Wellington Fagundes ao projeto encaminhado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa para contratação de um financiamento de R$ 1,5 bilhão destinado à construção de 60 mil moradias populares.

Ao rebater os questionamentos, o governador elevou o tom e classificou o adversário como “desprezível”, afirmando que Wellington nunca exerceu funções de gestão no Executivo e não possui experiência administrativa para criticar o modelo adotado pelo governo estadual.

Esse senhor é um desprezível. Nunca teve uma experiência de fazer gestão, sequer de orçamento doméstico. Nós o conhecemos na política como deputado e veio até aqui nessa profissão. Para mim, vida pública é servir.

Na sequência, Pivetta defendeu a saúde financeira do Estado e explicou que o financiamento somente foi possível porque Mato Grosso realizou reformas administrativas, reduziu tributos, alcançou equilíbrio fiscal e conquistou capacidade de investimento.

Segundo ele, os recursos permitirão manter investimentos em infraestrutura enquanto verbas do FETAB serão direcionadas para viabilizar a construção das 60 mil moradias, consideradas prioridade da atual gestão diante do déficit habitacional existente no Estado.

Mesmo após endurecer o discurso contra Wellington Fagundes, Pivetta adotou um tom conciliador ao falar sobre a relação com prefeitos e lideranças partidárias.

“Se eu for eleito governador, quero governar para todos os mato-grossenses. O Estado precisa ser servidor da população. Quem paga imposto espera receber serviços públicos de qualidade.”

Ao defender sua forma de fazer política, o governador afirmou que atua com independência e sem compromissos pessoais que interfiram em suas decisões administrativas.

“Sou livre. Não tenho campanha passada para pagar, não tenho interesses particulares para resolver. Vou continuar servindo Mato Grosso com liberdade, transparência, gestão eficiente e honestidade. Não roubar e não deixar roubar.”

Nos bastidores da sucessão estadual, aliados avaliam que a aproximação de prefeitos do PL fortalece o projeto de continuidade da atual gestão e amplia o isolamento político de Wellington Fagundes em alguns municípios estratégicos. A expectativa do grupo governista é de que novas declarações de apoio ocorram até o período das convenções partidárias, incluindo lideranças que hoje permanecem oficialmente vinculadas a partidos com candidatura própria ao Governo do Estado.

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