JB News
Por Nayara Cristina
Do local Guilherme Augusto
A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, afirmou que o combate à violência contra a mulher será uma das principais bandeiras de sua atuação caso seja eleita deputada federal. Durante o lançamento de sua pré-candidatura, realizado nesta semana em Cuiabá, no mesmo ato político que oficializou a pré-candidatura do ex-governador Mauro Mendes ao Senado da República, Virgínia declarou que pretende defender mudanças na legislação brasileira para endurecer as punições contra homens que cometem agressões e feminicídios, sustentando que o país precisa de leis mais rigorosas para enfrentar um problema que atinge milhares de famílias.
Ao justificar a decisão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Virgínia disse que buscou orientação espiritual antes de aceitar o desafio político. Segundo ela, a definição ocorreu somente após um período de oração e conversas com líderes religiosos de diferentes denominações, entre padres e pastores, que, segundo relatou, a incentivaram a colocar seu nome à disposição da população. A primeira-dama afirmou que interpreta esse momento como uma missão e ressaltou que sua candidatura dependerá da vontade de Deus e do eleitorado mato-grossense.
Entre as prioridades apresentadas, Virgínia destacou que pretende ampliar sua atuação nas áreas social e de assistência às famílias mais vulneráveis, defendendo políticas públicas voltadas à habitação popular, proteção das mulheres vítimas de violência, inclusão de crianças com deficiência, fortalecimento da educação e investimentos na saúde pública. Ela afirmou que essas pautas já fazem parte do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos em Mato Grosso e que pretende levá-las ao Congresso Nacional para buscar recursos e mudanças na legislação federal.
Em um dos momentos mais enfáticos da entrevista, Virgínia defendeu a criação de leis mais rígidas para punir autores de violência doméstica e feminicídio. Segundo ela, o Brasil precisa avançar na proteção das mulheres e adotar punições exemplares para reduzir os índices de agressões registrados em todo o país. Para a primeira-dama, a legislação atual ainda não é suficiente para intimidar os agressores e cabe ao Congresso Nacional promover mudanças que fortaleçam a segurança das vítimas.
Ao recordar sua trajetória pessoal, Virgínia afirmou que veio de uma família humilde, relembrou dificuldades enfrentadas na infância e também problemas de saúde pelos quais passou ao longo da vida. Ela disse acreditar que foi curada pela fé e que recebeu inúmeros pedidos para permanecer na vida pública, motivo que também influenciou sua decisão de disputar uma cadeira na Câmara Federal.
A primeira-dama reconheceu que a campanha deverá ser marcada por ataques políticos e disseminação de informações falsas, mas afirmou estar preparada para enfrentar o processo eleitoral. Durante a entrevista, revelou ainda ter sido vítima de ameaças no fim do ano passado. Segundo Virgínia, uma carta foi entregue em sua residência após uma pessoa invadir o condomínio onde mora. Ela informou que registrou boletim de ocorrência e disse que as investigações correm sob sigilo. De acordo com seu relato, imagens do sistema de segurança permitiram à polícia identificar pessoas ligadas ao episódio, que segue sendo investigado.
Virgínia também afirmou que não pretende recuar diante de ameaças e disse confiar que a Justiça esclarecerá os fatos. Segundo ela, sua decisão de permanecer na disputa eleitoral está fundamentada na convicção de continuar desenvolvendo ações sociais e representar Mato Grosso no Congresso Nacional, caso receba a confiança da população nas eleições de 2026.
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