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Mauro Mendes acelera 2026, confirma data de convenções, cita erros de partidos com apoio de parte do PL e defende autonomia de Pivetta na escolha do vice

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Mauro Mendes acelera 2026, confirma data de convenções, cita erros de partidos com apoio de parte do PL e defende autonomia de Pivetta na escolha do vice

JB News

Por Nayara Cristina

Do local Guilherme Augusto

O lançamento da pré-candidatura do governador Mauro Mendes ao Senado da República e da primeira-dama Virgínia Mendes à Câmara Federal marcou o início de uma nova etapa das articulações eleitorais em Mato Grosso. O evento reuniu lideranças políticas de diversas regiões do Estado, prefeitos, deputados, vereadores e representantes de partidos aliados, além da presença do governador Otaviano Pivetta, apontado como principal nome do grupo para a disputa ao Palácio Paiaguás em 2026.

Durante entrevista concedida à imprensa, Mauro Mendes abordou temas que vão desde a sucessão estadual até o cenário nacional, passando pela formação de chapas, alianças partidárias e o papel da direita brasileira nas próximas eleições.

Ao tratar da disputa pelo Governo do Estado, Mauro procurou reforçar a autonomia política de Otaviano Pivetta na construção da futura chapa majoritária. Questionado sobre as negociações envolvendo a escolha do vice-governador, o governador foi enfático ao afirmar que a decisão caberá exclusivamente ao atual vice-governador.

Segundo ele, a relação entre governador e vice exige confiança absoluta, razão pela qual a escolha não deve ser imposta por grupos políticos ou partidos.

Mauro chegou a fazer uma analogia pessoal para defender sua posição, afirmando que, assim como teve liberdade para escolher sua esposa, Pivetta também deve ter liberdade para escolher quem estará ao seu lado em uma eventual gestão estadual.

Ao comentar o calendário eleitoral, Mauro revelou que as principais definições políticas deverão ocorrer nas próximas semanas. Segundo ele, a expectativa é que a convenção do União Brasil aconteça na primeira semana de agosto, quando a legenda deverá oficializar candidaturas e consolidar os acordos construídos durante a pré-campanha.

“Nos próximos dias vamos definir a data com mais exatidão, mas provavelmente será nos primeiros dias de agosto. Vamos continuar dialogando com os partidos e tomar essa decisão até as convenções”, afirmou.

A declaração reforça a percepção de que o segundo semestre será decisivo para a consolidação das alianças que disputarão o Governo do Estado, o Senado e as vagas na Câmara Federal.

Outro ponto destacado por Mauro foi o fortalecimento da pré-campanha de Otaviano Pivetta. Ao analisar o cenário político estadual, ele ressaltou a importância do apoio recebido por lideranças municipais e citou o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, como um dos nomes que têm contribuído para ampliar a base de sustentação do projeto governista.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como uma tentativa de ampliar a frente política em torno de Pivetta, agregando setores do PL, Republicanos, União Brasil e demais partidos alinhados ao atual governo.

Questionado sobre sua ausência na Marcha para Jesus, evento que reuniu lideranças evangélicas e conservadoras em Cuiabá, Mauro explicou que a falta ocorreu em razão de um desencontro de informações sobre o horário da programação.

Segundo ele, a primeira-dama Virgínia Mendes estava preparada para participar da agenda, mas uma informação equivocada sobre o horário inviabilizou o deslocamento.

“Recebi uma informação errada sobre o horário. Quando corrigiram, eu já estava em um local distante e não haveria tempo suficiente para chegar antes do encerramento do evento”, explicou.

No campo nacional, Mauro também comentou o cenário da direita brasileira e a possibilidade de Flávio Bolsonaro disputar a Presidência da República.

Sem entrar em disputas internas, o governador adotou um tom de reconhecimento ao capital político da família Bolsonaro, afirmando que Flávio herda uma parcela importante da popularidade construída pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para Mauro, entretanto, a força eleitoral herdada não será suficiente por si só.

Ele avaliou que o senador precisará demonstrar capacidade própria de liderança, competência administrativa e carisma para ampliar sua aceitação junto ao eleitorado brasileiro.

“Flávio tem todas as condições de fazer uma grande disputa. Ele traz consigo uma parcela significativa da população que admira o presidente Jair Bolsonaro. Agora caberá a ele demonstrar sua própria capacidade, sua própria competência e seu próprio carisma para conquistar os eleitores”, declarou.

Ao ser questionado sobre as divergências existentes dentro dos partidos de direita em relação à sucessão presidencial, Mauro minimizou os conflitos e classificou o cenário como uma manifestação natural da democracia.

Segundo ele, os partidos brasileiros perderam parte da autoridade moral para exigir fidelidade absoluta de seus filiados, diante das mudanças de posicionamento e das alianças contraditórias observadas ao longo dos últimos anos.

“Isso é democracia. Embora as pessoas pertençam a siglas partidárias, eu particularmente acho que muitos partidos não fizeram por merecer essa fidelidade absoluta ao longo dos anos. Houve muitos equívocos e muitas mudanças de rumo”, afirmou.

A avaliação do governador evidencia uma postura pragmática que vem marcando sua atuação política nos últimos anos. Para ele, alianças eleitorais devem ser construídas a partir de convergências de projetos e objetivos administrativos, e não apenas em função de vínculos partidários.

O ato político também serviu para consolidar o nome de Virgínia Mendes como pré-candidata à Câmara dos Deputados. Com forte presença em ações sociais e programas voltados à assistência de famílias em situação de vulnerabilidade, a primeira-dama passa a ocupar posição estratégica dentro do projeto político liderado por Mauro Mendes.

Nos bastidores, a avaliação predominante entre lideranças presentes ao evento é que o encontro marcou oficialmente a largada das articulações para as eleições de 2026. Com a aproximação das convenções partidárias — especialmente a do União Brasil, prevista para a primeira semana de agosto — a expectativa é de intensificação das negociações para definição das chapas, alianças e estratégias eleitorais que deverão moldar o futuro cenário político de Mato Grosso.

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