JBNews
Por Emerson Teixeira
O primeiro-sargento da Marinha do Brasil Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi assassinado a tiros após sair para verificar o acionamento do sistema de segurança de sua residência, na madrugada desta quarta-feira (30), no bairro Jardim Universitário, em Cáceres. Os autores fugiram e, até a manhã desta quarta, ninguém havia sido identificado ou preso.
O crime ocorreu em uma residência na Rua da Pedagogia. Conforme as informações registradas pela Polícia Militar, Anderson estava dentro do imóvel com a namorada quando o alarme disparou indicando que a cerca elétrica havia sido rompida.
Diante do alerta, o militar saiu para o quintal para verificar o que havia acontecido. Foi nesse momento que acabou surpreendido por vários disparos de arma de fogo.
Mesmo baleado, Anderson ainda tentou retornar para o interior da residência, mas não conseguiu. Ele caiu no quintal. A namorada e o filho dela conseguiram arrastá-lo para dentro da casa na tentativa de protegê-lo e buscar socorro.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta da meia-noite, após relatos de disparos de arma de fogo e de uma pessoa baleada no endereço.
Quando os militares chegaram, encontraram Anderson caído dentro da residência. O Corpo de Bombeiros foi chamado para prestar atendimento, mas a equipe constatou que o sargento já estava morto.
As primeiras informações apontam que Anderson apresentava cerca de três ferimentos provocados pelos disparos. Os tiros atingiram as costas, o peito e uma das mãos.
A dinâmica descrita inicialmente à polícia coloca o rompimento da cerca elétrica como um dos pontos centrais da investigação. A Polícia Civil deverá apurar se a violação foi realizada deliberadamente para provocar a saída do militar de dentro da residência e surpreendê-lo no quintal.
Também deverá ser esclarecido se Anderson era efetivamente o alvo dos criminosos, qual teria sido a motivação para o ataque e quantas pessoas participaram da ação. Até o momento, a polícia não divulgou informações sobre veículos utilizados na fuga nem características dos autores.
O local foi isolado pela Polícia Militar para preservar possíveis vestígios. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os trabalhos periciais, enquanto a Polícia Civil iniciou os procedimentos para investigação do homicídio.
Conforme o registro da ocorrência, Anderson não possuía passagens criminais. Nenhum material relacionado aos autores foi informado como apreendido durante o atendimento inicial.
Anderson era primeiro-sargento da Marinha e atuava como representante da Agência Fluvial de Cáceres. Em agosto deste ano, o militar havia sido formalmente designado para integrar a comissão cívico-militar criada pelo município para organizar as atividades da Semana da Pátria e o desfile de 7 de Setembro.
O nome do militar consta no Decreto Municipal nº 506, de 14 de agosto de 2026, como representante da Marinha do Brasil na comissão formada por integrantes da Prefeitura, Exército, Marinha, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Proteção Ambiental.
Agora, a Polícia Civil de Cáceres tenta reconstruir os momentos anteriores e posteriores aos disparos. A investigação deverá buscar imagens de câmeras de segurança existentes na região, além de ouvir testemunhas e analisar os vestígios recolhidos pela perícia.
Até a manhã desta quarta-feira (30), a autoria e a motivação do assassinato permaneciam desconhecidas. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Cáceres e segue sob investigação.