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Por Nayara Cristina
A ofensiva da Polícia Civil de Mato Grosso contra um grupo investigado por disseminar fake news, ataques virtuais e conteúdos difamatórios contra autoridades públicas ganhou forte repercussão política nesta quarta-feira (20). A , conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), revelou um suposto esquema estruturado de perseguição digital que teria como alvo políticos, prefeitos, secretários e até integrantes das forças de segurança pública do estado.
Entre as vítimas apontadas pela investigação está o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, que se pronunciou publicamente após a operação e fez duras críticas ao uso criminoso das redes sociais para ataques pessoais e disseminação de mentiras.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam perfis em redes sociais, especialmente no Instagram, para publicar conteúdos ofensivos, acusações sem provas, perseguições e montagens produzidas até mesmo com auxílio de inteligência artificial. O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, também aparece entre os alvos do grupo.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados a uma empresa suspeita de administrar os perfis investigados. Celulares, computadores, HDs e outras mídias digitais foram apreendidos e passarão por perícia técnica. A Justiça determinou ainda medidas cautelares proibindo os investigados de realizarem novas publicações envolvendo as autoridades citadas e de manterem contato entre si.
Ao comentar o caso, Max Russi afirmou que a liberdade de expressão não pode ser confundida com ataques criminosos e perseguições patrocinadas na internet. O parlamentar disse que decidiu procurar a Justiça após se sentir diretamente atingido pelas publicações.
“Os meios digitais e as redes sociais não são território livre para você falar o que quiser de quem você quiser. Tem que existir responsabilidade sobre aquilo que se escreve e se publica”, declarou.
O deputado também fez distinção entre o trabalho da imprensa profissional e a atuação de perfis voltados, segundo ele, exclusivamente para ataques pessoais.
“A imprensa séria faz o seu papel, critica quando precisa criticar e informa com responsabilidade. Outra coisa completamente diferente é usar rede social para atacar pessoas com calúnias, difamações e mentiras patrocinadas por interesses ocultos”, afirmou.
Durante o pronunciamento, Max Russi revelou que outras autoridades também teriam sido vítimas do grupo investigado, incluindo delegados e integrantes da Polícia Federal. Segundo ele, os ataques extrapolam a disputa política e atingem diretamente famílias e reputações construídas ao longo da vida pública.
“Hoje sou eu sendo atacado. Amanhã pode ser qualquer cidadão. Todo mundo tem família, filhos, netos e uma história construída. Eu não posso aceitar que qualquer pessoa tente destruir isso por mera intenção de prejudicar alguém”, disse.
O presidente da Assembleia ainda parabenizou a atuação da Polícia Civil e da Justiça pela condução da investigação. Ele afirmou que continuará buscando medidas judiciais sempre que considerar ter sido vítima de ataques criminosos nas redes sociais.
“Toda vez que isso acontecer, eu vou procurar o meu direito. A crítica faz parte da democracia, mas ninguém pode usar a internet para denegrir, perseguir e destruir a honra das pessoas”, concluiu.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta novas fases da operação. Os investigadores trabalham agora para identificar possíveis financiadores do esquema, além de aprofundar a análise do material apreendido durante a ação policial.
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