BASTIDORES DA CÂMARA

Grupo de 14 vereadores fecha pacto e condiciona apoio à reeleição de Paula Calil caso consiga mudança do regimento interno

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Grupo de 14 vereadores fecha pacto e condiciona apoio à reeleição de Paula Calil caso consiga mudança do regimento interno

JB News

Por Redação

A disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá ganhou novos capítulos e promete movimentar intensamente os bastidores políticos da capital nos próximos meses. Um grupo formado por 14 vereadores se reuniu nesta segunda-feira e firmou um pacto político que poderá definir os rumos da próxima eleição da Mesa Diretora do Legislativo cuiabano.

Pelo acordo construído entre os parlamentares, o bloco apoiará a reeleição da atual presidente da Câmara, a vereadora Paula Calil, desde que ela consiga reunir os 18 votos necessários para alterar o Regimento Interno da Casa e viabilizar sua recondução ao comando do Legislativo.

A principal dificuldade da presidente está justamente na construção dessa maioria qualificada. Embora conte atualmente com o apoio do grupo de 14 vereadores, ela ainda precisará conquistar pelo menos mais quatro votos para alcançar o número necessário para aprovar a mudança regimental.

Do outro lado da disputa está o vereador Ilde Taques, que também se posicionou como pré-candidato à presidência da Câmara e, segundo interlocutores, possui uma base de aproximadamente 13 parlamentares. A movimentação do parlamentar do Podemos intensificou as articulações e elevou a temperatura da corrida interna pelo comando da Casa de Leis.

Nos corredores do Legislativo, a avaliação é de que o cenário permanece indefinido. Caso Paula Calil não consiga viabilizar a alteração do regimento, o grupo dos 14 vereadores já discute um plano alternativo: lançar um novo nome para enfrentar Ilde Taques na disputa pela presidência.

Entre os possíveis candidatos estão os vereadores Demilson Nogueira, do PP, e Dilemário Alencar, do União Brasil. Ambos já manifestaram interesse em disputar o cargo em diferentes momentos das articulações políticas. Dilemário, inclusive, segue mantendo sua pré-candidatura nos bastidores.

A estratégia definida pelo grupo busca preservar a unidade do bloco e evitar uma fragmentação que possa favorecer adversários na reta final das negociações. A leitura dos parlamentares é de que, sem a possibilidade de recondução de Paula Calil, será necessário construir rapidamente um nome de consenso para enfrentar a força política já consolidada por Ilde Taques.

A eleição da Mesa Diretora está prevista para ocorrer apenas no segundo semestre, mas as articulações já colocam a Câmara de Cuiabá em clima de campanha antecipada. Com dois grupos praticamente equilibrados e sem maioria consolidada, a tendência é que as próximas semanas sejam marcadas por intensas negociações, busca por apoios e rearranjos políticos que poderão mudar completamente o tabuleiro da sucessão no comando do Legislativo municipal.

Nos bastidores, vereadores admitem que a disputa está aberta e que nenhuma das correntes possui, neste momento, vantagem suficiente para decretar vitória. O resultado deverá depender da capacidade de articulação dos candidatos e da formação das alianças que serão construídas até o momento da votação.